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Capítulo Seis – A Caverna

22 out

CAPÍTULO SEIS

A Caverna

Depois das apresentações Séréti e Luke partem para o interior da caverna onde após alguns minutos de caminhada vislumbram um imenso paredão de pedra com os dizeres:

Bem vindos a Agharta,

a terra onde nunca chove,

onde não existe doença e ninguém morre,

lugar de pessoas de coração puro e consciência universal,

para aqueles que procuram a verdade e a unicidade.

Alguns instantes depois a leitura do aviso uma serpente enorme de duas cabeças eleva-se do chão e com os olhos vermelhos da cor de sangue, encara Luke e Séréti. Luke fica congelado de medo enquanto Séréti indiferente fala:

– Lá vamos nós de novo.

Luke quase desmaia de tanto espanto, mas mesmo com todo o terror que naquele instante estava em seu coração e acalma-se e aceita seu destino.

A serpente então com um rápido movimento engole Luke com a cabeça da direita e com a outra Séréti e rasteja em alta velocidade por túneis no interior da caverna em direção a uma passagem na fenda da parede ela despenca por alguns segundos até então cair em uma espécie de lago subterrâneo.

A serpente atravessa um portal em forma de arco e é direcionada a uma saída, ela despenca de um barranco até um grande rio, rapidamente ela se esguia até a margem do rio e lá a serpente regurgita Luke e Séréti. Então sai em retirada para as entranhas da terra.

Enquanto eu estava no interior da serpente não senti medo em nenhum momento, uma espécie de espectro que me lembrava o Séréti se materializou e com as suas palavras me tranqüilizou.

Luke e Séréti levantam e limpam a gosma da serpente que ficou em suas roupas. Eles caminham em direção a cidade enquanto interagem com os moradores locais.

Levantamos do chão e começamos a limpar a gosma que a serpente deixou em nossas roupas, enquanto eu as molhava no rio para retirar toda aquela meleca Séréti simplesmente fez pulverizar como fumaça toda aquela sujeira.

– Como é que ele consegue fazer isso, pensei.

Estávamos completamente perdidos, embora Séréti já conheça Shamballah ele não se recordava de como chegar até lá, ele tem uma memória temporária e lembra apenas de fragmentos de memória. Nas palavras dele “eu construo as lembranças as relacionando com o som, as cores e o cheiro”, como estávamos molhados embora limpos, Séréti não consegue relacionar seus sentidos e determinar qual a direção correta a tomar.

Decidimos ir a sentido leste pelo lado oposto ao rio me pareceu ser a melhor opção até Séréti lembrar-se do caminho correto.

Andamos por mais ou menos trinta minutos nesta direção até que ouvimos por trás de um monte uma garota que estava discutindo com alguns garotos. Aproximamos-nos para ver o que estava acontecendo, Séréti ficou apreensivo, preferia que seguíssemos viajar e ignorássemos os ruídos, disse ele:

– Não podemos fazer nada a respeito, é melhor seguirmos em frete antes que a gente arrume alguma confusão.

Não dei atenção ao que ele disse e fui ver do que se tratava todo aquele barulho. Agachei-me perto do paredão de pedra e pude ver melhor o que era todo o alvoroço. Os garotos locais estavam rindo das orelhas de uma menina, eles apontavam para elas e riam como bobos.

Ela tinha orelhas de gato e seus olhos são azuis e grandes em proporção ao seu rosto, ela se parece com um gato, mas é apenas uma menina, uma menina muito bonita.

A esta altura Séréti já estava ao meu lado, ele pegou uma bolinha de gude do bolso direito e jogou na direção dos garotos, uma nuvem de fumaça azul se ergueu e formou uma enorme árvore. Os garotos espantados saíram correndo.

Ela olhou para mim e então pude ver claramente o seu rosto, ela realmente era uma gata no sentido literal.

– Tudo bem com você? – perguntei um pouco envergonhado por sua beleza.

– Sim. – respondeu ela. – estes garotos são insuportáveis, ficam rindo de mim por causa das minhas orelhas, mas não gostam que falem de seus dedos.

Dedos… pensei eu, o que deve de haver de errado com os dedos deles.

– como assim seus dedos? – perguntei a ela.

– Não me diga que não reparou… vocês são todos iguais.

Ela agarrou o meu braço e então contou os dedos da minha mão.

– Cinco dedos. – disse ela. – e quantos dedos dos pés?

Respondi que também eram cinco e cada pé assim como também o eram em cada mão.

– Humano. – bracejou ela entre os dentes.

– Estes garotos seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada um dos pés e ainda ficam caçoando de mim, meninos eca. – disse ela num tom de desprezo que me deixou ainda mais intimidado.

Pensei como podem estar rindo um do outro se ambos têm seus defeitos ou qualidades, para ela suas orelhas pontudas e seus olhos volumosos e grandes realçavam ainda mais a sua beleza. Não disse isso a ela, pois como posso ver ela tem repúdio por garotos.

Já havíamos conversado por alguns minutos, mas ainda não sabia o seu nome nem ela o meu então perguntei.

-Meu nome é Leona. – disse ela.

Presumi que seus pais fossem como ela e evitar fazer perguntas a este respeito.

O meu nome é Luke e este é Séréti, estamos à procura da capital de Agharta Shamballah, você conhece esta cidade?

Ela roçou os lábios e olhou para o céu, colocou a mão no queixo e quando finalmente parecia que iria nos dizer onde fica esta cidade ela não fez outra pergunta.

– O que vocês querem em Shamballah? – perguntou ela em um tão de animosidade.

Séréti havia me avisado que os moradores de Agharta poderiam ler a minha mente se assim o quisessem, eu não queria mentir e não mentiria, então respondi:

– Estamos indo para Shamballah para falar com o Rei do Mundo. – respondi a ela. Qual foi meu espanto com a reação que ela teve.

Ela caiu no chão se contorcendo de tanto rir, meu rosto corou na hora e tive uma imensa vontade de sair dali naquele instante esquecendo-se de ter conhecido esta menina, que abuso está arriscando nossas vindas vindo até o interior da Terra, um lugar desconhecido pelo menos para mim e tudo que ela tem a me dizer são as gargalhadas que esta soltando aos ventos.

Olhei para Séréti e ele esta gargalhando também, isto deve ser contagioso pensei.

– Do que você está rindo infeliz. – perguntei ainda em soluços ele respondeu:

– Eu não me lembro.

Por cargas d’água, aqui estou eu no centro da Terra com um garoto sem memória e com uma menina gato que tudo que tem a me dizer são os murmúrios entre as gargalhadas e os soluços.

Finalmente ela parou de gargalhar.

– O Rei do Mundo não fala com os humanos a milhares de anos, o que faz vocês pensar que ele irá falar com vocês?

Séréti tem um lampejo de lucidez e responde a Leona.

– Luke carrega o espírito de Gaia, mas ele não se lembra, estamos indo ver o Rei do Mundo que possui os cristais para que ele possa se lembrar de quem é.

– Você carrega o grande espírito de Gaia à mãe Terra? – pergunta Leona em um tom de espanto.

– Ele não se lembra. – Grita Séréti.

– Não precisa gritar azulão. – Diz Leona para Séréti que fica em um tom de azul beirando a roxo.

– Se é verdade o que você diz, por que não se tele transportaram para lá já que você é um garoto de Sirius e tem este poder.

– Tele transporte… indaga Séréti procurando em sua mente alguma lembrança em relação a isto.

– É verdade. – Diz ele. – Tele transporte, posso transportá-los para lá… só não me lembro como.

As coisas estão ficando cada vez mais difíceis, Séréti com o seu problema de memória o Fumaça que virou fumaça e não o vejo desde a caverna e agora esta menina gato metida a comediante, não sei como pode piorar.

No meio de toda esta loucura Leona se aproxima de Séréti e pergunta a ele sobre as bolinhas de gude que carrega em seu bolso.

Espantado ele a questiona como pode saber sobre isso, ela responde que quando os garotos a amolavam ele retirou algumas do bolso e jogou uma na direção dos garotos que correram sem seguida.

Séréti enfia a mão no bolso e retira uma bolinha, com uma feição de entusiasmo responde:

– É claro o tele transporte, a bolinha de cor anil nos levará para onde quisermos. – diz ele ainda em frenesi.

Então pude entender que Séréti recordava sua lucidez toda vez em que tocava nessas estranhas esferas de luz que se pareciam muito com bolinhas de gude. Mas suas recordações não se estendiam por muito tempo era como um lampejo mesmo. Mal pude comemorar o fato de não termos que andar até Shamballah Séréti nos adverte que não se lembra onde é a cidade.

Mas estávamos com sorte, pois Leona sabia onde era a cidade, mesmo nunca tido a oportunidade de falar com o rei do mundo ela ia até a cidade com os seus pais de vez em quando e como adora vislumbrar as plantações de gira sol que se estendia pela estrada ele sabe décor e salteado o caminho até lá.

Então perguntamos se Leona poderia nos acompanhar até lá já que era a única aparentemente lúcida capaz de nos levar até Shamballah.

Ela responde que sim uma vez que seus pais encontram-se na cidade e será mais fácil para ir para a casa depois.

A grande questão é iremos caminhando até lá ou podemos usar uma das esferas de luz para nos tele transportar, mas como faremos para Séréti saber o caminho correto ao invés de nos perdermos ainda mais no interior da Terra.

– Eu posso projetar a imagem da cidade e talvez ele recorde o caminho. – diz Leona, para nosso alivio.

Com os balançar das orelhas Leona projeta no espaço vazio entre eu e Séréti a imagem da cidade de Shamballah e para meu espanto as pessoas parecem iguais a da Terra.

No mesmo instante Séréti retira de seu bolso uma esfera de luz de cor azul alaranjada e somos tragados pela luz que essa esfera emite.

Como havia suspeitado somos levados ao inicio da cidade ainda na estrada de girassóis e mesmo tendo sido tele transportados ainda teremos que andar um pouco.

A estrada e perfilada de ambos os lados por girassóis gigantescos. Mas ao contrario da superfície da terra estes girassóis não giram, pois o sol é central e não se alterna de posição e permace sempre no mesmo lugar.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

This biography was provided by the author or their representative.

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Publicado por em outubro 22, 2011 em Ebook

 

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