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Sobre jeansobrinho

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR Education: Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

Capítulo Um – O Grande Segredo (Trilogia Luke Kaitos)


CAPÍTULO UM

O Grande Segredo

 

Um velho relógio na parede marca vinte horas no laboratório construído logo abaixo do centro europeu de pesquisas nucleares que fica localizado próximo a fronteira da França com a Suíça e Genebra. Lá dois homens analisam um manuscrito de capa de madeira revestido em couro com armações metálicas que está em cima da mesa central do laboratório. Este manuscrito remete ao século treze, foi escrito por um escriba num monastério beneditino, na região da Boêmia, na atual República Tcheca. O documento passou a ser chamado de Bíblia do Diabo devido às ilustrações contidas em seu interior. É o maior manuscrito medieval do mundo, tendo sido considerado, a oitava maravilha, devido ao seu impressionante tamanho  e ainda hoje é considerado o maior livro do mundo.

Ambos são cientistas do governo, eles vestem roupas brancas e impecavelmente limpas, um deles se destaca por seu grande bigode que remete a um Barão da época colonial do Brasil ou até mesmo ao filósofo grego Sócrates, feio, com nariz achatado, olhos esbugalhados, uma calva enorme, rosto pequeno, estômago saliente e uma longa barba crespa. Ele aparenta ter uma idade avançada o que o torna muito confiável na área científica ou pelo menos deveria torná-lo uma vez que pessoas mais velhas inspiram confiança, não tome isto como uma regra geral. Com um ar de superioridade e ao mesmo tempo autoconfiança ele demonstra sabedoria e conhecimento, pode-se ver claramente em seus olhos brilhantes que é um homem muito inteligente. Ele veste luvas cirúrgicas enquanto folheia o livro.

O outro é muito mais jovem, de barba feita e com a pele do rosto como a de um grande bebê, expressa grande apreciação pelo seu mestre sendo um fiel aprendiz. Já ouviu falar muito a respeito do Dr. Clarke, que é responsável pela descoberta da partícula de Deus ou na linguagem científica o bóson de Higgs, que em termos claros é uma partícula elementar escalar maciça que valida o modelo padrão atual de partícula. Representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as partículas conhecidas são divididas em duas classes: férmions, partículas com spin da metade de um número ímpar e bósons, partículas com spin inteiro. Simples, não? Seu sonho de infância é um dia poder unificar as forças da gravitação com o eletromagnetismo e as forças nuclear forte e fraca em uma única teoria, a Teoria de Tudo.

Eles procuram por mensagens cifradas neste manuscrito, que foi a condenação de um homem devido aos seus pecados praticados contra o monastério beneditino de Podlažice. Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus ou algum outro Santo das causas perdidas, mas ao querubim banido, Satanás, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. O cramunhão concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.

Apesar da lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e é analisado por muitos estudiosos  e cientistas ao longo dos tempos, mesmo desconsiderando a existência de Deus ou do Diabo no meio científico, ele permanece como um objeto de estudo muito valioso.

O Dr. Clarke fita os olhos na figura do demônio desenhado em uma folha inteira na página 290 e tem uma visão aterrorizante, um presságio que o perturba profundamente. Ele começa a balbuciar fragmentos de palavras que são incompreensíveis para o seu ajudante que sem compreender uma palavra sequer tenta de alguma forma o ajudar. O rapaz fica petrificado e entre uma ação e a total inércia espanta-se cada vez mais com a feição do mestre que se alterna de temor para uma figura total horror.

“O que aconteceu, mestre?”, pergunta ele, sem nenhuma resposta aparente, apenas alguns grunhidos são ouvidos. O jovem aprendiz abre uma gaveta ao lado da estante com tubos de ensaio, bicos de Bunsen, bequers, erlenmeyes e todo o tipo de material de um laboratório químico. Finalmente retira uma seringa e pega um frasco com um líquido com a mistura de haloperidol com o lorazepam na proporção de 1mg de lorazepan para cada 5mg de haloperidol  e o aplica no Doutor.

Ele está pálido e cambaleando, percebe que algo lhe foi aplicado no braço esquerdo e então o esfrega para aliviar a ardência. Aos poucos começa a recobrar a lucidez e lembra-se que vislumbrou o surgimento de um de uma nova civilização e a extinção completa desta em um holograma que se projetou do livro até o teto da sala formando uma imagem que o deixou muito transtornado. Neste holograma ele viu a chegada de um feixe de luz brilhando no céu da noite como um feixe de raios gama e a sua luz envolveu toda a superfície da Terra. Nesse instante todas as pessoas, carros e objetos, tudo que esta sobre o planeta se eleva até o momento de uma grande explosão, jogando no espaço sideral os fragmentos da Terra consumida por esta gigantesca energia, vinda do centro de nossa galáxia.

Recuperado do delírio o doutor volta-se para o seu aprendiz e esbraveja:

“Temos que avisar o General”, responde ele, no instante em que fecha o livro que é deixado para traz.

Imediatamente ambos saem da sala e caminha em direção a um corredor com centenas de portas, este corredor longuíssimo os conduz para uma terceira porta que os leva a outro corredor e este a um grande salão oval com dezenas de monitores que gravam 24 horas por dia todas as câmeras de segurança no mundo. Não importa em qual parte do planeta esteja se neste local houver uma câmera eles saberão onde você está.

Logo na entrada do escritório do General são abordados por dois soldados que montam guarda no local, o Dr. Clarke levanta a mão esquerda e com os dedos chifrados acena para os soldados que imediatamente lhe dão passagem. Este símbolo representa a união e o cumprimento da agenda reptiliana. Os soldados o identificam de imediato e sem hesitar permitem que o Dr. Clarke e o aprendiz, Dylan tenham acesso ao General.

A porta do escritório está entreaberta e eles podem ver o General sentado em sua mesa entre duas luminárias rústicas que estão acima de sua cabeça e realçam um quadro com a pintura de um dragão alado. Este dragão tem aparentemente três metros de altura e suas asas brancas e felpudas tem uma envergadura de seis metros supõem o Dr. Clark, é realmente um belíssimo quadro se não fosse à figura assustadora que ele retrata.

O General veste os trajes típicos e em seu peito há uma porção de horárias de guerra que parecem mais um mosaico colorido, com um semblante de preocupação o General os encara enquanto os dois ficam perfilados sem sua frente. Ambos batem o calcanhar e novamente acenam com os dedos chifrados em sinal de continência para o General que retribui com o mesmo sinal.

“O que vocês querem?”, indaga grosseiramente o General com um evidente sotaque alemão enquanto apara um charuto com cortador de metal. O jovem rapaz imagina seu dedo no lugar do charuto enquanto ele é cortado e engole a saliva em seco.

Um olha para o outro neste momento, há um grande temor a respeita da reação do General, todos sabem o quanto ele é tirano. Quando jovem acompanhava seus superiores nas sessões de tortura que levavam até dez horas para acabar e muitas vezes o interrogado morria antes mesmo de confessar alguma coisa. Ele aprimorou um antigo método de tortura conhecido como A cadeira do Dragão, os presos sentavam nus numa cadeira  revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo, hoje a conhecemos como a cadeira elétrica, este método reduziu imensamente o tempo para se conseguir uma confissão. Mesmo temeroso o Dr. Clarke começa a falar:

“General, queremos comunicar que o Códice Giga está manifestando os acontecimentos que estão por vir, creio que temos pouco tempo até a sua realização, os fatos escondidos em suas páginas estão se manifestando e creio que a pior esta por vir”.

O General hesita por um instante, ele traga o seu charuto e exala uma fumaça com a forma de um grande cogumelo e então solta uma gargalhada que ecoa por todo o salão. O Dr. Clarke e seu ajudante contraem-se em repúdio e medo. O General levanta-se e admira a pintura na parede, com os punhos cerrados ele dá um soco na mesa derrubando um globo gigante da Terra. O globo cai ao chão e se espatifa em dezenas de pequenos pedaços. Pode-se notar que seu interior estava oco devido à quantidade de pedaços finos e pelo pequeno volume de fragmentos que deixou.

Ainda enfurecido o General esbraveja:

“Comunique imediatamente os malditos Cinzentos para que procedam com o Programa de Reinicializarão.Façam isso agora”, grita o General, enquanto seus olhos esbugalhados parecem que vão saltar do rosto.

Sabendo da gravidade do Programa de Reinicializarão e temendo a reação do General em caso de recusa o Dr. Clarke hesita por alguns segundos, mas com a cabeça ele acena em concordância atendendo a ordem direta do General.

“Imediatamente General”, responde ele ao sacar do bolso um estranho aparelho eletrônico com um botão verde que o aperta prontamente. Parece um simples apertar de botão, mas as consequências deste ato irão mudar o rumo da civilização.

Em outro lugar na Terra, uma luz vermelha pisca no painel central de um monitor localizado em uma sala gigantesca com dezenas de outros monitores, uma figura de tom cinza escuro com olhos grandes e negros com a estatura mediana a de um homem se aproxima e aciona um mecanismo que faz surgir uma formação de cristais que então começa a reluzir uma luz azul intensa. Essa figura entranha, com a pele cinza, sem emoções e cheirando a enxofre é responsável pela programação do Projeto Vida. Tudo que existe na face da Terra e fora dela é cuidadosamente construído nesse complexo. Nada entra em operação sem a aprovação dele.

Na tela de vidro projetada na parede ele visualiza o que para nós pode ser interpretado como as ultimas civilizações humanas utilizadas no Projeto Terra. Digo isto por que para ele esta não seria um humano mais sim híbrido meio humano meio macaco. Então verifica as suas possíveis falhas ocorridas em cada uma das civilizações.

Na primeira civilização humana houve muita valorização da perfeição e esta foi à causa de seu colapso, a humanidade é imperfeita e a sua perfeição não é natural. Nela as pessoas viviam em plena harmonia e sem doenças. Não havia guerras nem conflitos o dinheiro não era necessário tampouco trabalhar para obtê-lo. Mas havia um grande problema.

Nas palavras de Deus, Eu sou o Ômega e o Alfa, o bem e o mal, o certo e o errado, o homem e a mulher, o aqui e o ali, tudo o que é e tudo o que não é.

Com a falta do oposto, o ódio, as guerras, a tristeza, a fome, a dor…

A lista de opostos ao amor é imensa, mas sem a existência do oposto a humanidade não poderia experimentar a si mesmo e então fracassou e não progrediu além do estágio em que estava. Seguindo a lógica universal, tudo o que não evolui, morre. E assim foi feito.

As demais civilizações competiram entre si até o colapso atômico nuclear. Elas dominaram a tecnologia dos cristais, mas não a utilizaram para o bem. A utilização dos cristais resultou na total aniquilação da maior civilização humana em termos de ciência e tecnologia que já existiu na face da Terra. Esta civilização utilizou os cristais para criar a antimatéria que transformou a superfície da Terra em deserto e jogou a sua cidade no fundo do oceano devido ao descongelamento do gelo dos polos Norte e Sul.

Finalmente ele analisa a civilização atual e verifica que a total inércia da humanidade na perda dos valores universais e que a separação e a segregação criou conflitos internos nas pessoas. A cultura do medo e a violência operam na Terra a partir da quarta dimensão baixa resultando na total divisão da consciência terrestre que embora estivesse na agenda reptiliana não atende mais ao desejo do grande criador do cosmo. Então lentamente o homenzinho cinzento de olhos escuros se move para outro painel e checa o posicionamento do Sistema Solar com referência ao centro da Via Láctea, o computador lhe informa a data da próxima reinicializarão da humanidade. No painel é mostrada a data de vinte e um do mês de dezembro do ano de dois mil e doze, faltam nove dias até esta data.

 
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Publicado por em abril 29, 2012 em agharta;, Ebook, Livros

 

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Luke Kaitos and the God particle – Book Two – Luke Kaitos Trilogy


Synopsis of the Book
When all mankind goes about his business, governments worldwide are studying the discovery of God particle. Contrary to what everyone believed the governments are not incontrol of the world and the discovery of do Bosson Highs aroused the anger of our realcontrollers. The world once again finds himself on the brink of chaos and aliendomination and their only hope is the return of Luke and his friends at the center of the Earth. In this adventure the true values ​​saw the light and all the masks have fallen beforea terrible truth. The fate of humanity is at stake.
 
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Publicado por em dezembro 14, 2011 em agharta;, Ebook, Livros

 

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Parable of Archangel Ariel


“You know the parable of Archangel Ariel” asks Master Kim for his apprentices.

With all nod their heads while their eyes do not shine showing her curiosity, everyone is silent to hear the story.

Master Kim begins the parable.

“Imagine a small aquarium,” he says. “Made of mirrored glass on the inside, inside another larger tank. Fish that are higher in the aquarium can see what happens in the smaller aquarium but the fish that are lower in the aquarium can not see beyond it. The smaller aquarium is the only reality of these beings. Imagine that the larger tank containing salt water and sea anemones, crabs and all kinds of amazing fish. The smaller aquarium containing fresh water and goldfish. The smaller aquarium glass is becoming thinner. Small amounts of salt water is seeping in the walls and the goldfish are forced to develop very quickly to adapt to this changing environment. As the walls become thinner, the goldfish begin to dimly perceive the beings of the larger aquarium.Some goldfish face the other fish as enemies and seek at all costs defend your tank of an impending invasion. They see the evil in anemones and goldfish accuse others of being influenced by the anemones. These goldfish hide their fear, creating a climate of terror around them. Some conclude that the goldfish aquarium fish tank most of them were controlling all the time. They consider themselves, and all other goldfish, poor victims. They assume that the creatures that live on the other side of the glass wall of the tank kept lower for the sole purpose of someday devour them. As the lower tank walls crumble, they feel increasingly jittery. Some of the goldfish see the fish on the other side of the glass walls as sacred beings, and above all powerful. These fish give up your inner power, and mixed, ranging from the feeling of having been specially elected and the feeling of complete uselessness. Try to interpret the hidden messages of their masters and base their actions and beliefs in these messages. They swim from one side to another in the small tank, thus creating quite a stir with no lasting effect.

Others see the goldfish aquarium higher beings as brothers and marvel before the miraculous variations used by Big Fish to express themselves. These goldfish know that the evolution of their species, the dissolution of the tank and even the reactions of fear, despair and feelings of worthlessness other goldfish fins are part of the Big Fish. They follow the spirit of the Big Fish in each gill on each fin and go into ecstasy as they prepare to swim in deeper waters. The parable teaches us is that “asks the master to his pupils, a boy raises his hand orange skin. Master Kim authorizes you to speak.

“The parable tells us that we should not fear the new and unknown,” he says. “Everyone is playing their role in the Great Game of Life and people are not always bad, even when they do bad things.”

“Excellent response Arthur,” extols the Master, very happy for the brilliant explanation of his student.

“Is there life after death?” Asks Luke to Master Kim.

“Death is a great illusion!” Replied the Master, by this and ask incredulously. “Humanity work incorrectly the term related to the word death should be the correct change. When we are alive to experience the world through a receptacle that is your body. Your body is more to the eternal conquest of eternal life you must take care of your body what does our society today. When we die we go to the planet Pandora that is in a plane above us. ”

“Master,” says Luke. “Please … how do we access the world’s top still being present on this plane?”

“He will soon learn Luke” replied the master with a look of satisfaction.

Second day of training.

“Luke, you will now know the paradox of the opposite,” says the master. “Everything is on the contrary, absolutely everything. What do you want you can not get everything that you do not want to get. ”

“How can that be, master?” Luke asks, astonished at such a claim.

“When we want something we desire to obtain such a thing and also the expectation of its fulfillment,” he says. “But what you really created was the desire to achieve such a thing, but what really got was the desire to obtain such a thing, can understand Luke?”

“No Master, please, please explain.”

“The universe we offer with what we really need not what we want, and who really knows what he wants. When we have the desire to get something, we have this desire and then the universe keeps you with the feeling of wanting one thing. You did not create the desire anything more, and worse, you create an expectation to get it. As you’ve just created a desire and not the thing and also created the expectation you will not get what you want and then you become unhappy, “he says. “But the paradox can create the exact opposite of what you do not mind either because it does not interpret the negative acts only with the statement even if it is something negative. So if you wish not to be late for training, your mind will make possible the delay because you no longer want just wanted the universe and so he did. We have everything we really want Luke, but only used the paradoxical opposite in a negative. The human being does not evolve to the point that something accurately, but to deny it we are all teachers. This lesson will make the constructor of your reality and you will be among the creators of the universe to use caution and wisdom. Let your emotions guide you, because emotions reflect the thinking of the soul and the spirit knows everything and knows what must still be done. ”

“So when I want something I have not fully aware of what can and therefore, unlike when I want something more my unconscious will not really do not want to get, because I serve the will of my mind, is this teacher?”

“Exactly, Luke you have a heart, pure know what to do and how to do at the right time”.

 
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Publicado por em dezembro 4, 2011 em agharta;, Ebook, Livros

 

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Capítulo Oito – A Visão de um Mundo Novo


CAPÍTULO OITO

A Visão de um Mundo Novo

Tudo é muito grande em Agharta, passamos por uma estrada de pedra que nos levou até a entrada da cidade, o arco central parece tocar o céu acredito que a expressão aranha céu veio deste lugar. Algumas vezes no alto destas construções tenho a impressão que se eu erguer a minha mão posso tocar nas nuvens, mas elas estão muito distantes é apenas uma perspectiva falsa gerada pelo meu cérebro.

Shamballah superou todas as minhas expectativas, além de tudo ser monstruosamente grande a cidade fica no alto de uma montanha, todas as outras construções estão abaixo do palácio central.

Em cada montanha esta um mestre guia que comanda os demais de acordo com as regras locais.

Todos sabem o seu papel nesta sociedade, todos trabalham e neste lugar que só nasce mulher, a cada dez anos terrestres um casal é escolhido para iniciar uma família.

Começamos a subir uma escada que se lembram a da China com milhares de degraus.

No caminho visualizamos grandes estátuas de pessoas leões dragões e esfinges iguais a de Guizé.

Séréti começa a admirar uma estátua de um grande deus e de repente ela ganha vida e nos pergunta o que queremos e por que estamos aqui, a imensa estátua que ganha vida reconhece que Luke não é dali e diz que sua permanência neste local se dará sobre uma condição.

A estátua transforma Séréti em uma estátua de pedra e a condição para libertá-lo será:

– Luke, você entrará como humano na cidade, mas terá que deixá-la como quem realmente é. A estátua concede passagem a Luke e Leona que seguem em direção ao castelo agora sem a companhia de Séréti que está petrificado.

Séréti foi transformado em uma estátua de pedra e Luke esta com muito medo do que ele pode encontrar pela frente.

Qual será a recepção do Rei do mundo? Ele irá gostar de nós ou vamos todos morrer aqui? – pensa ele enquanto caminha ao lado de Leona que parece não manifestar nenhuma emoção.

Que garantias posso esperar deste lugar, até a alguns dias atrás eu era apenas um menino aprisionado em uma casamata e agora estou prestes a conhecer o rei do mundo. – diz em voz baixa enquanto caminham até a estrada do palácio.

Leona percebe sua angustia e comenta: Como assim? Há alguns dias atrás eu era apenas um menino? O Rei do mundo não conversa com um humano a mais de mil anos. Como espera que ele o receba se pensa ser apenas um menino?

– Luke para por alguns estantes e lembra-se da voz de sua mãe na caverna dizendo a ele para ser forte.

Seu coração começa a bater mais lentamente e então sente um alívio no peito e a sensação de um maternal e aconchedor abraço.

– Não temo nada e nem ninguém. – diz ele de peito estufado e de fé renovada. A minha vida foi um teste desde o início.

A minha prisão serviu para mostrar-me o quanto as pessoas podem ser más. E a minha fuga mostrou–me o quanto elas também podem ser boas e gentis e ajudar-se mutuamente.

Existem pessoas boas e pessoas ruins, o equilíbrio entre as forças do bem e do mal determina as gerações futuras e seu desenvolvimento.

– Que bom que pensa assim. – diz Leona, feliz pelo comentário do novo amigo. Ele esta bem, foi transformado em pedra para a sua própria segurança.

– Mas não podemos deixá-lo aqui, assim. – fala Luke, querendo de alguma maneira resolver esta situação.

– Luke, a você foi dada a honra de falar com o Rei do mundo, você irá entrar no palácio do Rei e isso deve ser celebrado. Não tema Séréti esta em segurança. Agora vamos, pois não podemos demorar muito.

Mesmo depois de todo este tempo, Luke não se dava conta que nunca foi apenas um menino, mas as circunstâncias o fizeram amadurecer.

E agora sabendo da sua missão na Terra, parte com Leona para o interior do palácio.

Logo na entrada se deparam com dois dragões alados que guardam a entrada do palácio. De imediato um deles reconhece Luke por um espectro de luz azul que ele passa a emitir. No mesmo momento ambos lhe cedem passagem.

Leona ao tentar passar pelos guardiões e contida por uma parede de fogo que os dragões emanam e impossibilitando a sua entrada.

– VEJO VOCÊ DEPOIS. – grita Leona sem ter certeza se o amigo escutou.

Luke agora se vê sozinho para a missão mais difícil da sua vida, ele esta firme e sabe que correrá todos os riscos possíveis para trazer de volta seu amigo Séréti de volta a vida.

De repente um grande portal de luz se abre e dele uma figura em estado de luz se materializa a nossa frente.

– Luke… entre. – diz ele. Estamos esperando você há milênios.

Meu Deus. – pensa Luke. Como podem estar por mais de mil anos esperando que eu aparecesse aqui no interior da Terra, se tenho apenas onze anos de idade.

Sem perceber, eu não estava falando com ele verbalmente, mas sim telepaticamente e ao perceber a minha aflição responde:

– Entendo você! Você nunca foi uma criança humana, não recebeu a educação de uma criança e nunca teve interação com outras crianças. E sim, a última vez que nos vimos foi há mil anos, mas claro que você tinha outra aparência.

Sou conduzido para o interior do palácio e como em um piscar de olhos estou envolto a dezenas de pessoas de todo o tipo de aparência que estão sentados em uma gigantesca mesa retangular que atravessa o salão de um lado a outro.

– SENHORES MESTRES…

– Hoje uma vez mais nosso comitê tem a honra de receber o nosso representante de Arcturus e futuro Rei do mundo, o príncipe Kaitos.

Luke fica muito confuso com tudo, ainda mais pela última afirmação do mestre.

Ele continua…

– Mil anos se passaram e nosso guardião galáctico reencontra o seu caminho para guiarmos ao nosso novo ciclo solar.

Neste instante todos se levantam e com a palma da mão direita erguida em direção de Luke e emanam uma luz púrpura que envolve Luke em um globo de energia e então todas as encarnações passadas de Luke se manifestam.

Eles saem um a um no total de quinze pessoas, sendo dez homens e cinco mulheres. Todos sentam- se a sua frente e com um olhar de admiração aguardam o início das apresentações.

Luke é o último a sair, de cara ele percebe que algumas das pessoas são mais velhas do que outras, mas em sua maioria são jovens e belos.

O mestre cerimonial anuncia todos os novos seres presentes começando da esquerda para a direita.

– Luana, Cristal, Charles, Jade, Maria, Brian, Jack, Pérola, Peter, August, Gabriel, Ariel, Jorge, David e Roger.

Então o mestre concede a Luke o direito de fazer uma pergunta direcionada a qualquer um dos presentes.

Luke hesita por alguns instantes, ele os observa atentamente e então finalmente pergunta.

– Por que o Planeta Terra?

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
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Publicado por em outubro 25, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Sete – A Capital de Agharta – Shamballah


CAPÍTULO SETE

A Capital de Agharta – Shamballah

Andamos por uma estrada imensa de cascalho perfilado a uma plantação de girassóis imensamente grande ao nosso redor e nos deparamos com uma mariposa do tamanho de um carro, ela passa sobre nós e a sua sombra nos encobre completamente, foi como se o dia se tornasse noite.

Séréti me lembra que devemos tomar cuidado com os insetos de Agharta devido ao seu tamanho proporcional aos habitantes desta cidade. Fico imaginando qual o tamanho de um homem neste lugar já que apenas uma mariposa pareceu ser um grande automóvel para nós.

Saímos da estrada principal e pegamos um atalho para a capital Shamballah, Séréti avisa que pouparemos um dia de caminhada indo por este caminho o que não é pouco devido à imensidão de tudo que tem aqui.

É um caminho estreito e a relva encobre quase que todo o céu acima de nós, se é que posso chamar isso de céu, pois estamos no centro da Terra e até então não sabia que poderia ter um céu e um Sol dentro dela.

Começamos a escutar um zunido e a cada passo que o damos fica mais alto, a esta altura nada mais me surpreende, mas quando chegamos perto fico realmente muito surpreso. O zunido vem de uma mosca do tamanho de um carro pequeno e ela esta presa em uma teia de aranha gigantesca feita por uma aranha de igual proporção.

Séréti me avisa para sairmos dali depressa antes que a aranha aparece e queira variar o seu cardápio. Sem hesitar saio em retirada com Séréti, mas fico imaginado qual deveria ser o tamanho da aranha, deveria ser monstruosa.

Finalmente saímos do atalho e da relva densa e avistamos Shamballah capital de Agharta. Shamballah é uma cidade linda, localizada entre as montanhas que parecem riscar o céu azul como a cor do mar, suas nuvens fazem movimentos semelhantes ao oceano da Terra e formas as mais diversas figuras.

Séréti fala que o idioma local é o Vattan, o vataniano composto por um alfabeto de vinte e duas letras ao qual não faço a mínima ideia de como seja.

Pergunto para ele se ele sabe falar este idioma e com a cabeça ele acena que não, agora fico realmente assustado. Estamos no centro da Terra em uma cidade de gigantes a procura do Rei do Mundo e o idioma é incompreensível para nós.

Mas Séréti avisa que não falaremos com eles a não ser que eles queiram e ao fazer isso falaram em pensamento e o idioma será fluente para nós o que me deixa um pouco mais calmo.

Caminhamos por uma viela que vai até a capital da cidade, pode-se ver claramente que é um centro comercial de ambulantes que vendem um pouco de tudo.

A cidade esta bem agitada, e como na terra há artistas de circos, comediantes, flautistas, violinistas, todo o tipo de arte se manifesta aqui. Mas neste lugar não se usa o dinheiro, ele nem existe na verdade.

Para se conseguir um pêssego o vendedor pergunta a Séréti o que ele pode oferecer em troca.

Séréti coloca a mão em seu bolso com as esferas de luz e pega uma da cor de verde musgo e oferece ao comerciante.

Diz ele, com esta esfera você dobrará a sua produção de pêssegos utilizando o mesmo solo.

Séréti recebe o seu prêmio um pêssego de gosto magnífico. Leona explica que o Sol daqui é diferente ao da superfície e é opaco, excelente para a produção de alimentos além de não ser radioativo, aqui não é preciso usar filtro solar a energia do Sol também é absorvido como um alimento pela pele e através olhos.

Patrulhando a feira há um guarda que passa de um lado a outro da grande manifestação popular.

Leona a mais introvertida do grupo pergunta ale o caminho para a capital Shamballah, o homem agacha-se até a altura de Leona e aponta para uma rua secundaria que leva a um atalho até a cidade.

Um dos garotos grita. – Olha lá esta aquela orelhuda, todos começam a gritar. – Orelhuda, orelhuda, orelhuda…

Leona avista os garotos que a importunava, ela pega um pêssego e arremessa na cabeça de um deles, o pêssego espatifa-se em sua cabeça, os outros garotos dão risadas o garoto fica roxo de raiva e então os garotos saem em disparada para pegar a Leona.

Séréti a pega pelo braço e todos saem correndo em uma perseguição pela cidade.

Já alimentados e encantados com a cidade partimos para Shamballah, começo a admirar este povo e sua cultura.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Publicado por em outubro 24, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Seis – A Caverna


CAPÍTULO SEIS

A Caverna

Depois das apresentações Séréti e Luke partem para o interior da caverna onde após alguns minutos de caminhada vislumbram um imenso paredão de pedra com os dizeres:

Bem vindos a Agharta,

a terra onde nunca chove,

onde não existe doença e ninguém morre,

lugar de pessoas de coração puro e consciência universal,

para aqueles que procuram a verdade e a unicidade.

Alguns instantes depois a leitura do aviso uma serpente enorme de duas cabeças eleva-se do chão e com os olhos vermelhos da cor de sangue, encara Luke e Séréti. Luke fica congelado de medo enquanto Séréti indiferente fala:

– Lá vamos nós de novo.

Luke quase desmaia de tanto espanto, mas mesmo com todo o terror que naquele instante estava em seu coração e acalma-se e aceita seu destino.

A serpente então com um rápido movimento engole Luke com a cabeça da direita e com a outra Séréti e rasteja em alta velocidade por túneis no interior da caverna em direção a uma passagem na fenda da parede ela despenca por alguns segundos até então cair em uma espécie de lago subterrâneo.

A serpente atravessa um portal em forma de arco e é direcionada a uma saída, ela despenca de um barranco até um grande rio, rapidamente ela se esguia até a margem do rio e lá a serpente regurgita Luke e Séréti. Então sai em retirada para as entranhas da terra.

Enquanto eu estava no interior da serpente não senti medo em nenhum momento, uma espécie de espectro que me lembrava o Séréti se materializou e com as suas palavras me tranqüilizou.

Luke e Séréti levantam e limpam a gosma da serpente que ficou em suas roupas. Eles caminham em direção a cidade enquanto interagem com os moradores locais.

Levantamos do chão e começamos a limpar a gosma que a serpente deixou em nossas roupas, enquanto eu as molhava no rio para retirar toda aquela meleca Séréti simplesmente fez pulverizar como fumaça toda aquela sujeira.

– Como é que ele consegue fazer isso, pensei.

Estávamos completamente perdidos, embora Séréti já conheça Shamballah ele não se recordava de como chegar até lá, ele tem uma memória temporária e lembra apenas de fragmentos de memória. Nas palavras dele “eu construo as lembranças as relacionando com o som, as cores e o cheiro”, como estávamos molhados embora limpos, Séréti não consegue relacionar seus sentidos e determinar qual a direção correta a tomar.

Decidimos ir a sentido leste pelo lado oposto ao rio me pareceu ser a melhor opção até Séréti lembrar-se do caminho correto.

Andamos por mais ou menos trinta minutos nesta direção até que ouvimos por trás de um monte uma garota que estava discutindo com alguns garotos. Aproximamos-nos para ver o que estava acontecendo, Séréti ficou apreensivo, preferia que seguíssemos viajar e ignorássemos os ruídos, disse ele:

– Não podemos fazer nada a respeito, é melhor seguirmos em frete antes que a gente arrume alguma confusão.

Não dei atenção ao que ele disse e fui ver do que se tratava todo aquele barulho. Agachei-me perto do paredão de pedra e pude ver melhor o que era todo o alvoroço. Os garotos locais estavam rindo das orelhas de uma menina, eles apontavam para elas e riam como bobos.

Ela tinha orelhas de gato e seus olhos são azuis e grandes em proporção ao seu rosto, ela se parece com um gato, mas é apenas uma menina, uma menina muito bonita.

A esta altura Séréti já estava ao meu lado, ele pegou uma bolinha de gude do bolso direito e jogou na direção dos garotos, uma nuvem de fumaça azul se ergueu e formou uma enorme árvore. Os garotos espantados saíram correndo.

Ela olhou para mim e então pude ver claramente o seu rosto, ela realmente era uma gata no sentido literal.

– Tudo bem com você? – perguntei um pouco envergonhado por sua beleza.

– Sim. – respondeu ela. – estes garotos são insuportáveis, ficam rindo de mim por causa das minhas orelhas, mas não gostam que falem de seus dedos.

Dedos… pensei eu, o que deve de haver de errado com os dedos deles.

– como assim seus dedos? – perguntei a ela.

– Não me diga que não reparou… vocês são todos iguais.

Ela agarrou o meu braço e então contou os dedos da minha mão.

– Cinco dedos. – disse ela. – e quantos dedos dos pés?

Respondi que também eram cinco e cada pé assim como também o eram em cada mão.

– Humano. – bracejou ela entre os dentes.

– Estes garotos seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada um dos pés e ainda ficam caçoando de mim, meninos eca. – disse ela num tom de desprezo que me deixou ainda mais intimidado.

Pensei como podem estar rindo um do outro se ambos têm seus defeitos ou qualidades, para ela suas orelhas pontudas e seus olhos volumosos e grandes realçavam ainda mais a sua beleza. Não disse isso a ela, pois como posso ver ela tem repúdio por garotos.

Já havíamos conversado por alguns minutos, mas ainda não sabia o seu nome nem ela o meu então perguntei.

-Meu nome é Leona. – disse ela.

Presumi que seus pais fossem como ela e evitar fazer perguntas a este respeito.

O meu nome é Luke e este é Séréti, estamos à procura da capital de Agharta Shamballah, você conhece esta cidade?

Ela roçou os lábios e olhou para o céu, colocou a mão no queixo e quando finalmente parecia que iria nos dizer onde fica esta cidade ela não fez outra pergunta.

– O que vocês querem em Shamballah? – perguntou ela em um tão de animosidade.

Séréti havia me avisado que os moradores de Agharta poderiam ler a minha mente se assim o quisessem, eu não queria mentir e não mentiria, então respondi:

– Estamos indo para Shamballah para falar com o Rei do Mundo. – respondi a ela. Qual foi meu espanto com a reação que ela teve.

Ela caiu no chão se contorcendo de tanto rir, meu rosto corou na hora e tive uma imensa vontade de sair dali naquele instante esquecendo-se de ter conhecido esta menina, que abuso está arriscando nossas vindas vindo até o interior da Terra, um lugar desconhecido pelo menos para mim e tudo que ela tem a me dizer são as gargalhadas que esta soltando aos ventos.

Olhei para Séréti e ele esta gargalhando também, isto deve ser contagioso pensei.

– Do que você está rindo infeliz. – perguntei ainda em soluços ele respondeu:

– Eu não me lembro.

Por cargas d’água, aqui estou eu no centro da Terra com um garoto sem memória e com uma menina gato que tudo que tem a me dizer são os murmúrios entre as gargalhadas e os soluços.

Finalmente ela parou de gargalhar.

– O Rei do Mundo não fala com os humanos a milhares de anos, o que faz vocês pensar que ele irá falar com vocês?

Séréti tem um lampejo de lucidez e responde a Leona.

– Luke carrega o espírito de Gaia, mas ele não se lembra, estamos indo ver o Rei do Mundo que possui os cristais para que ele possa se lembrar de quem é.

– Você carrega o grande espírito de Gaia à mãe Terra? – pergunta Leona em um tom de espanto.

– Ele não se lembra. – Grita Séréti.

– Não precisa gritar azulão. – Diz Leona para Séréti que fica em um tom de azul beirando a roxo.

– Se é verdade o que você diz, por que não se tele transportaram para lá já que você é um garoto de Sirius e tem este poder.

– Tele transporte… indaga Séréti procurando em sua mente alguma lembrança em relação a isto.

– É verdade. – Diz ele. – Tele transporte, posso transportá-los para lá… só não me lembro como.

As coisas estão ficando cada vez mais difíceis, Séréti com o seu problema de memória o Fumaça que virou fumaça e não o vejo desde a caverna e agora esta menina gato metida a comediante, não sei como pode piorar.

No meio de toda esta loucura Leona se aproxima de Séréti e pergunta a ele sobre as bolinhas de gude que carrega em seu bolso.

Espantado ele a questiona como pode saber sobre isso, ela responde que quando os garotos a amolavam ele retirou algumas do bolso e jogou uma na direção dos garotos que correram sem seguida.

Séréti enfia a mão no bolso e retira uma bolinha, com uma feição de entusiasmo responde:

– É claro o tele transporte, a bolinha de cor anil nos levará para onde quisermos. – diz ele ainda em frenesi.

Então pude entender que Séréti recordava sua lucidez toda vez em que tocava nessas estranhas esferas de luz que se pareciam muito com bolinhas de gude. Mas suas recordações não se estendiam por muito tempo era como um lampejo mesmo. Mal pude comemorar o fato de não termos que andar até Shamballah Séréti nos adverte que não se lembra onde é a cidade.

Mas estávamos com sorte, pois Leona sabia onde era a cidade, mesmo nunca tido a oportunidade de falar com o rei do mundo ela ia até a cidade com os seus pais de vez em quando e como adora vislumbrar as plantações de gira sol que se estendia pela estrada ele sabe décor e salteado o caminho até lá.

Então perguntamos se Leona poderia nos acompanhar até lá já que era a única aparentemente lúcida capaz de nos levar até Shamballah.

Ela responde que sim uma vez que seus pais encontram-se na cidade e será mais fácil para ir para a casa depois.

A grande questão é iremos caminhando até lá ou podemos usar uma das esferas de luz para nos tele transportar, mas como faremos para Séréti saber o caminho correto ao invés de nos perdermos ainda mais no interior da Terra.

– Eu posso projetar a imagem da cidade e talvez ele recorde o caminho. – diz Leona, para nosso alivio.

Com os balançar das orelhas Leona projeta no espaço vazio entre eu e Séréti a imagem da cidade de Shamballah e para meu espanto as pessoas parecem iguais a da Terra.

No mesmo instante Séréti retira de seu bolso uma esfera de luz de cor azul alaranjada e somos tragados pela luz que essa esfera emite.

Como havia suspeitado somos levados ao inicio da cidade ainda na estrada de girassóis e mesmo tendo sido tele transportados ainda teremos que andar um pouco.

A estrada e perfilada de ambos os lados por girassóis gigantescos. Mas ao contrario da superfície da terra estes girassóis não giram, pois o sol é central e não se alterna de posição e permace sempre no mesmo lugar.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

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Publicado por em outubro 22, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Cinco – O garoto de Sirius


CAPÍTULO CINCO

O garoto de Sirius

 

Finalmente quando ele acorda na manhã seguinte avista um menino que parece reluzir uma luz azul sua pele é branca, como o de uma pérola, seus cabelos são dourados e seus olhos de um azul como o céu.

Não acreditando no que vê ele esfrega os olhos e olha mais uma vez e ele ainda esta lá. Percebendo que o garoto está desperto o espectro de luz azul cintilante decide se aproximar dele.

Luke olha em volta e tenta encontrar o Fumaça, mas aparentemente ele não esta ali. Estranha porque ambos adormeceram juntos na noite anterior.

– Olá Luke – diz o menino de aparência angelical.

– Olá – responde Luke ainda vislumbrando por aquela magnífica visão.

– Quem é você? – indaga Luke desconfiado.

– Meu nome é Séréti eu sou um guia azul de Sírius – responde ele.

E acompanho você desde o seu nascimento e até um pouco antes.

– Não entendo! – responde Luke. – É a primeira vez que vejo você.

 

Tem certeza disso! – diz ele. – Lembra-se de Poli o pássaro azul do quintal.

– Sim! – Diz Luke. – É você, Poli? De fato, Luke brincava diariamente com um pássaro de cor azul ao qual deu o nome de Poli. Ele vinha todas as manhãs catar grãos espalhados pelo quintal e neste momento Luke aproveitava para se divertir com ele.

– Sim sou eu! – E confesso que não gostava muito deste nome, mas agora já fomos apresentados.

Afinal você é um pássaro, ou uma pessoa? – Pergunta Luke.

Sou uma pessoa como você! – Responde ele. Contudo venho de outro lugar do universo e estou aqui apenas para orientá-lo na sua jornada.

– Jornada? – Pensa Luke, ainda sem entender o que esta acontecendo.

– E como é lá, de onde você vem?

– Nós somos de um universo que já se completou. Chegamos a sua galáxia quando ela estava sendo construída.

Fomos convidados pelos Construtores e pela Hierarquia Universal para sermos os mestres geneticistas de seu universo.

Residimos em uma estrela na constelação de Sírius conhecida como Sírius A e não confunda com os Humanos que colonizaram Sírius B, pois eles não são como nós e tem outros planos para a humanidade.

Uauuuu! – isto é incrível. – Responde Luke. – mas como você veio para aqui?

 

– Estou seguindo você deste que escapou do laboratório. Estava aguardando este momento para levá-lo ao rei do Mundo.

Luke recorda-se do que o pajé havia lhe dito. Então você será meu guia nesta jornada? – Questiona ele um pouco empolgado por estar na companhia de um possível amigo.

– Sim Luke, juntos iremos até Shamballah a capital de Agharta e você falará com o Rei do Mundo e o aguarda a milhares de anos.

Agora Luke realmente não entendia mais nada, como o Rei do Mundo poderia estar o aguardando por milhares de anos e com este garoto poderia saber disso. Diante daquela imagem angelical Luke decide não questionar esta afirmação e o segue até o interior da caverna.

Já era tarde demais para um retorno ao laboratório e Luke temia por sua vida caso retornasse. O que ele poderia perder, qual seria os riscos, enorme, imagina ele. Mas o garoto é especial Luke sente que deve confiar nele, mesmo com este jeito de falar, comento as palavras e falando coisas que às vezes são incompreensíveis.

Ele decide descer até a caverna abaixo para este o tal lugar.

Começam então a caminhar  Luke tem muitas duvidas.

O garoto percebe a sua inquietação e começa a responder as perguntas que Luke fez mentalmente.

Você lê pensamento – Pergunta Luke, surpreso com a novidade.

 

É claro, mas somente quando existe a intenção de fala não enquanto é apenas um pensamento. Não posso ler a sua mente, mas consigo interpretar os sinais enviados a sua boca.

Neste instante Séréti bate com o joelho em uma pedra.

-Raios, meu Deus isso dói. – Exclama ele aos pulos enquanto segura seu joelho em frangalhos.

Luke não se contém e cai na gargalhada.

-Você lê pensamentos, mas não consegue desviar de uma pedra.

Séréti retoma a caminhada só que agora ele manca e lamenta pelo encontrão com a pedra.

O caminho é cheio de obstáculos, existem raízes de árvores que atravessam a caverna, pedras soltas plantas incrustados nas rochas e é claro morcegos, dezenas deles.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Capítulo Quarto – A fuga para Floresta


CAPÍTULO QUATRO

A fuga para Floresta

Inconsciente, Luke esta com os braços e pernas atadas a uma mesa de operações, Fumaça começa a analisar o local e verificar como pode soltar ele. Os doutores estão no local então ele decide esperar até que eles saiam da sala para então agir.

Ele está preso em uma mesa de operações do laboratório dos Doutores Grays, ele sabe que algo de muito ruim vai acontecer. O Dr. Gray estava muito apreensivo e eles realizaram dezenas configurações em uma máquina de nêutrons conhecida como canhão de nêutrons utilizado para dizimar matéria orgânica.

No canto esquerdo da sala logo abaixo da escrivaninha do laboratório aparece o Fumaça. Luke pede que o ajude.

– Fumaça. – aqui garoto. – diz Luke, ainda com a vista embaçada e com a fala mole devido a medicação que o Dr. Gray injetou com a seringa.

– Fumaça desative as travas no painel. O que ele faz imediatamente.

– Fumaça como podemos sair daqui? – pergunta Luke, Fumaça responde com um pum e o conduz para fora da sala através de um duto de ar do laboratório.

Eles andam por este duto até a casa das máquinas e entram no esgoto que os levam para fora da casa desaguando em um lago a beira da mata.

Luke e Fumaça correm para a floresta ainda sem uma direção definida apenas se afastam ao máximo deste local, tudo o que Luke quer neste instante é sair dali.

Luke esta no meio da mata agora e não tem nenhum ponto de orientação o céu está completamente coberto pela copa das árvores e parece estar escurecendo, ele precisa rapidamente encontrar um abrigo para não ter que passar a noite em plena floresta.

Ele está cansado e com sede já se passaram horas que estão caminhando no meio da floresta, neste instante Fumaça o adverte com um pum bem sonoro.

– Qual o problema Fumaça. – pergunta Luke sem resposta, pois o Fumaça já havia se escondido em um buraco de topeira.

Luke observa ao seu redor e se vê cercado por tigres um deles está olhando diretamente para os olhos dele.

Enquanto isso outros dois se aproximam pelos flancos se esgueirando silenciosa e vagarosamente a ponto de darem o bote em conjunto e de uma só vez.

Luke escuta uma voz que lembra a sua mãe.

– Não tenha medo Luke você não está sozinho, nunca esteve. – fala a voz sorrateira ao vento da floresta.

– É você mamãe! Exclama Luke enquanto o inevitável esta próximo. Ele fecha os olhos por alguns segundos e quando os abre novamente encara seu algoz e em pensamento ele fala:

– Eu vejo você. – diz ele olhando através dos olhos e enxergando dentro da alma do grande tigre a sua frente.

O tigre arregala os olhos e com grande espanto enxerga a verdadeira aparência de Luke, ele vê um ser de luz alado de três metros de altura. Completamente espantado ele grita:

– PAREM.

Os outros tigres não entendem o que esta acontecendo, mas atendem a ordem interrompendo o ataque que seria fatal para Luke.

Neste instante o grande tigre surge na sua forma humana, os demais tigres também fazem o mesmo. Ele tem o cabelo escorrido e negro como à noite, seus olhos são escuros e seu rosto esta pintado com tinta preta alguns caracteres que não compreendo.

– Você precisa vir conosco. – diz ele, agora na sua forma humana. Você irá conhecer o grande mestre de nossa tribo ele vai lhe ajudar e sua jornada.

– Você é o escolhido e deve nos acompanhar.

Luke sabe que está em boas mãos, pois pode ver além da imagem do tigre, além da imagem do homem indígena a sua frente, enxergou a sua alma e viu honra e bondade.

Fumaça resolve aparecer a juntar-se a eles e todos partem para floresta adentro agora acompanhados por cinco indígenas que conhecem cada palmo da floresta.

Eles andam por alguns minutos quando então chegam tribo e são recepcionados pelos demais indígenas. Lá chegando vão até aonde esta o pajé, o grande líder dos índios.

O pajé esta envolto a uma grande multidão de jovens índios que dançam freneticamente em círculos proferindo o dialeto Maue e colocando sua mão dentro de uma bolsa de couro com plumagem de penas.

Acho tudo muito estranho mais percebo que cada índio jovem esta acompanhado de seu pai e este por sua vez esta feliz e cantando com os demais.

Não agüentando mais de curiosidade e pergunto ao índio que nos trouxe o significado para aquele ritual todo.

Ele responde que é o ritual de inicialização e que cada índio da aldeia tem que passá-lo para provar ser um homem adulto, na tribo dele este ritual acontece todo ano e no ano passado ele foi submetido a isto. Na bolsa couro são colocadas mil formigas da espécie tucandeira e cada índio tem que ficar com a bolsa em seu braço por quinze minutes até passá-la para outro que ficará com ela por mais outros quinze minutos.

Observo agora com mais atenção e menos apreensivo a tudo que esta acontecendo e percebo que alguns deles sentem muita dor e que até chegam a soltar lágrimas dos olhos, mas durante todo ritual não vi um índio sequer se recusar a colocar a bolsa de couro em seu braço.

Todos encaram com nobreza e honra este gesto de coragem dos jovens índios. A cerimônia acaba o pajé nos recebe em sua cabana. Sentado em frente uma fogueira quase apagada mais ainda exalando fumaça ele começa a falar:

– Há muitos anos atrás com a nossa tribo sendo desenvolvida pelo povo formiga que habita as profundezas da Terra, fomos educados de acordo com os seus costumes.

Neste período nosso grande mestre o Cabeça ensinou meus antepassados a respeito da profecia que irá se realizar nos dias de hoje.

Ele falava para nosso povo manter o elo com a natureza e com os animais, dizia que estamos todos conectados e fazemos parte da mesma coisa. A mãe natureza reina nossa tribo e respeitamos todos os ciclos do cultivo de raízes e da extração da borracha.

Estamos sempre em sincronia com a natureza e ela conosco dessa maneira nenhum índio terá que passar fome ou ficar sem um teto para dormir, temos tudo que precisamos e em troca apenas respeitamos o tempo da mãe natureza para a reposição de suas energias.

Somos os inventores da cultura do guaraná, domesticamos a trepadeira silvestre e criamos o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja consumido em nossa aldeia.

– Luke interrompe o pajé para compreender qual é o seu papel nesta encarnação.

– Grande mestre. – Diz ele, não entendo qual o meu objetivo nesta jornada que faço com o meu amigo Fumaça, embora ele seja muito esperto ele é apenas um furão e não pode me ajudar.

– Você teria a resposta para esta questão?

Neste instante o pajé pega um punhado de terra e joga na brasa quase apagada da fogueira.

Uma fumaça ergue-se e forma uma estrutura parecida com um castelo no alto de uma montanha.

O pajé observa aquela formação e sabe qual o seu significado, então ele informa Luke:

– A resposta que procura esta no centro da Terra em um lugar onde vive o Rei do Mundo, ele o aguarda. Estou responsável em guiá-lo até o portal de entrada para o mundo subterrâneo, mas você terá encontrá-la sozinho.

O pajé determina que dois índios acompanhem Luke até as proximidades da caverna o levando em segurança até lá.

Luke se despede do pajé e da tribo, agradece sua ajuda e sai novamente floresta adentro em busca do portal para o centro da Terra.

O dois índios assumem a forma de tigres e vão à frente guiando Luke até um local afastado da tribo e longe de qualquer veio de água.

A caminhada se dá por mais quatro horas e Luke começa a ficar cansado, ele olha em volta e não consegue mais avistar os tigres que o estava guiando. Fumaça não agüentando mais caminhar para e deita no chão. Luke o pega e caminha por mais alguns minutos.

Após longa caminhada pela floresta ele avista uma caverna meio camuflada com a vegetação.

Se aproximado da caverna ele vislumbra sua entrada emaranhada com a vegetação parecendo não abrigar nenhum tipo de animal hostil e demonstrado ser muito longa.

A caverna esta incrustada na rocha e parece estar ali a mundo tempo antes mesmo da formação da floresta. Luke chega mais perto para olhar a caverna e vê um corredor enorme até onde a luz não pode alcançar.

O sol esta quase se pondo e começa a escurecer, Luke decide ficar por ali e passar a noite neste local. Com o silêncio e a calma da floresta Luke começa a deslumbrá-la.

Aqui tudo tem vida e a floresta esta em perfeita harmonia não há brigas nem competições tudo cresce e se relaciona sem esforço algum.

Ele começa a ouvir o ressoar de sapos que se parece com música para seus ouvidos, com o tempo, adormece até que então cai em sono profundo.

Luke neste momento esta dormido, tudo é novo para ele assim como ele é para a floresta. Sem medo ou culpa ele adormece em meio à Mata Amazônica e começa a sonhar com sua mãe.

– Luke – diz sua mãe.

– Luke, querido acorde preciso falar com você.

– Mamãe é você? – diz Luke sem entender o que esta acontecendo.

– Luke você terá que ser forte.

– Eu sou mamãe.

– Sim você é! – Luke, você está encarregado da tarefa de despertar a humanidade para um mau no qual a assombra deste de sua existência.

– Um mau tão grande que provocou o desperdício de milhares de anos de evolução.

– Lembre-se filho, o amor é a resposta.

Neste instante Luke tenta abraçar a sua mãe, mas ela começa a desaparecer e então ele desperta em seguida. E quando finalmente acorda espanta-se com a visão que tem diante da entrada da caverna.

Autor

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Capítulo Três – A vida no Cativeiro


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CAPÍTULO TRÊS

A vida no cativeiro

Diferente de tudo que se pode imaginar Luke é muito feliz vivendo no laboratório dos Doutores Gray, ele apesar de confinado neste lugar esta sempre lendo e envolvido com a natureza selvagem do local. Não se imagina vivendo na cidade onde as pessoas não interagem com os bichos e algumas nem mesmo com outras pessoas. Se ele tivesse que escolher em ser livre morando na cidade ou mantido em um cativeiro, mas envolta a selva com certeza ficaria com a segunda opção.

De vez em quando um ou outro animal vem visitá-lo e trazer novidades. Certa vez uma jaguatirica veio informar que estavam desmatando próximo a um veio de água e que as consequencias desse ato seriam a desertificação de um lago perto de um pequeno vilarejo indígena e o cacique da tribo estava muito zangado por isso.

Este cacique reuniu sua tribo e comunicou que deveriam interferir para que o pior não acontecesse então o pajé ordenou que um grupo deles se passasse por tigres e assustassem os homens que estavam interferindo com a natureza do local. Cinco índios se ofereceram para a tarefa, o pajé proferiu algumas palavras e neste instante surgiram diante dos seus olhos os tigres que partiram para o local imediatamente.

Chegando lá o maior deles investiu contra o responsável do grupo, que de tanto medo ficou imóvel, plantado no chão. Via-se claramente um líquido escorrer por uma de suas pernas, os outros homens vendo a chegada dos tigres saíram correndo desesperados. Um deles saltou por um barranco rolando ribanceira abaixo.

O maior dos tigres rugiu bem alto e sua saliva ficou grudada no rosto deste caçador, então de frente para o líder dos humanos o tigre falou: – Está mata é sagrada; este riacho alimenta a vida de toda esta floresta, não voltem mais aqui.

O homem ficou pasmo e petrificado de medo, mais horrorizado ainda por entender o que o tigre falava. Como um animal selvagem poderia falar. – Pensou ele, entre a dúvida de estar ou não acordado e a vontade de desaparecer dali. Sem ter outra opção ele sai correndo mata adentro.

“Os tigres retornam a forma humana e começam a cantar e gritar palavras de ordem como: “A mata é de todos, paz para a floresta”.

Luke sempre gostou de ouvir as histórias que vem a ele aos montes trazidas por todas as espécies de bichos e pássaros que ele conhece. Já se imaginou até sendo um passarinho e em seus sonhos, imagina estar voando sobre uma estrada de asfalto entre ypês de flores amarelas e roxas. A sensação é de extrema liberdade e a visão é esplendorosa. O vento batendo em seu rosto e o que dizer dos cheiros das flores é mágico. Infelizmente é apenas um sonho. – Pensa ele.

Seus dias resumem- se a tarefas diárias de coleta de sangue e analise do material genético de um fio de cabelo que é recolhido pelo doutor.

Após as coletas ele fica liberado para ter acesso à biblioteca e após o almoço recebe a visita de seus professores. As aulas levam a tarde inteira. Finalmente exatamente às 18 horas ele tem acesso ao jardim e pode passar duas horas por dia lá.  É o lugar que mais gosta da casamata e é o lugar onde recebe seus amigos da natureza.

Luke nunca reclamou um dia se quer de viver desse jeito, mas a ausência dos seus pais lhe traz muita tristeza que ele conserva para si e não comenta com ninguém. E embora os doutores não o queiram mal, conhecem o risco que Luke representa para sua espécie e temem pelo pior.

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JJ Sobrinho

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Publicado por em outubro 15, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Dois – A Casamata


Luke kaitos e os Cristais de OZ (Trilogia Luke kaitos) (Portuguese Edition) [Kindle Edition]

Trilogia Luke Kaitos

CAPÍTULO DOIS

A Casamata

No coração da Amazônia logo acima da maior Crosta de Cristais maciço do Mundo, está localizado o laboratório dos doutores Gray, os Grays são cientistas do governo que trabalham com experimentos de clonagem humana e fusão de híbridos de todas as espécies.  Eles não são brasileiros e muito menos humanos embora pareçam com um. Eles foram recrutados por suas habilidades em genética e química. O laboratório fica em uma das salas da Casamata.

O motivo para a escolha deste local é o total isolamento necessário para as pesquisas realizadas e pelo fato de estar localizado em uma das entradas subterrâneas para Shamballah capital de Agharta onde vive o Rei do Mundo. O povo local desconhece completamente a existências das entradas e apenas alguns indígenas ainda as protegem.

O laboratório é de alta segurança e vigiado por militares 24 horas por dia, apenas os doutores Grays tem autorização para morar e trabalhar no local, todos os demais são apenas visitantes como autoridades mundiais e outro cientistas que pontualmente aparecem para discutir algumas das pesquisas e o progresso de suas experiências.

O Doutor Gray é um homem alto e corpulento com olhos negros como a noite, de poucos amigos e fala contida, ele passa a maior parte do tempo com seus estudos trancado em seu laboratório onde realiza um mapeamento genético de um organismo híbrido humanóides. Seus experimentos não publicados nas maiores revistas científicas do mundo e de certo modo é uma celebridade mundial.

Sua esposa a Doutora Gray é uma mulher de extrema beleza e de um olhar hipnotizante. Ela poderia ser uma modelo de catálogo de roupas ou coisas do tipo, mas suas funções estão relacionadas à análise das recombinações genéticas realizadas com híbridos de pequenos animais, ela também é responsável pela supervisão de Luke Kaitos.

Luke é um garoto tímido e reservado, mas muito inteligente, ele gosta muito de livros e lê tudo que cai em suas mãos, seja um livro científico de poemas ou história, de botânica a física quântica ele devora os livros. O que é muito válido já que o laboratório possui uma biblioteca extensa de títulos de todos os autores do mundo.

Quando não está lendo ele gosta de passar o maior tempo possível envolto a natureza do jardim com seu amigo, o Fumaça. Fumaça é um furão doméstico muito agitado e divertido, ele chama-se fumaça por dois motivos: O primeiro é que o Fumaça conhece todas as entradas secretas da casamata, ele entra e sai de qualquer lugar pelas suas passagens que o levam de um cômodo a outro. A segunda é que ele solta pum o tempo todo.

Luke nasceu e foi criado até os três anos “terrestres”, em um planeta chamado Alpha Bootis conhecida como Arcturus é a estrela mais brilhante da constelação de Boötes. Ela é a terceira estrela mais brilhante no céu. Apesar de não ser humano Luke veio ao planeta Terra com seus pais há muito tempo atrás. Como todos os outros humanos, Luke não se lembra que é.

Seus pais foram capturados e ele foi levado e aprisionado nesta casamata onde desde então tem vivido no cativeiro e é monitorado pelos doutores Grays que realizam pesquisas e estudos com o seu código genético.

Os problemas começam quando o Dr. Gray recebe em seu laboratório uma visita inesperada, um senhor alto de cabelos brancos e de pele escamosa com a feição de um lagarto albino, com olhos negros, muito mal-humorado, chamado DK.

Ninguém jamais ousou perguntar pelo significado de DK, mas seu nome é muito temido por toda a comunidade científica e pelo governo americano. Existem boatos que ele é considerado o Arquiteto do Mundo, mas ninguém confirma a história. Quando ele aparece é porque todos os outros recursos já foram utilizados e falharam.

Ele adentra o local e vai até o laboratório do Dr. Gray onde permanece por algumas horas. Todos os militares ficam alvoroçados e redobram a segurança. Um helicóptero decola e passa a vigiar os céus, a torre de controle emite uma ordem para que o espaço aéreo seja fechado o que é feito em seguida pelas autoridades locais. A visita deste homem meio lagarto muda a rotina do laboratório. Quando finalmente sai ele simplesmente evapora no ar, deixando um círculo de luz que vai se apagando ao poucos até finalmente sumir de vez.

O Dr. Gray sai do laboratório minutos depois deste homem estranho ter desaparecido no ar, o Dr. Gray está ofegante e muito nervoso, ele caminha rapidamente e vai até a sala onde esta a Dra. Gray. Ela está sentada manipulando um tubo de ensaio enquanto faz anotações em um prontuário, seu cabelo cobre um de seus olhos e seu rosto brilha em decorrência da luz que sai do microscópio.

– Nosso tempo acabou, temos que eliminar o garoto. – Diz ele, enquanto retira de uma maleta de primeiros socorros um frasco com um estranho líquido de cor avermelhada e com uma seringa ele extrai esta substância.

– Após todos esses anos, não fui capaz de neutralizar o seu poder. – Comenta a Dra. Gray ao comparar o ADN de Luke que este em um tubo de ensaio na mesa juntamente com a de um ser humano.

– Seu código genético permanece imutável, e a sua carga energética esta dobrando a cada duas horas, em poucos dias estará fora de nosso controle. Talvez se utilizarmos o novo composto em alguns dias surgirá melhores resultados. – A indaga, ainda apreensiva pela visita do tão temido DK.

– Devemos eliminá-lo agora. – Grita o Dr. Gray, totalmente descontrolado– inicie os procedimentos necessários, vou trazê-lo até aqui.

Ele sai da mesma forma que entrou só que agora com uma idéia fixa na mente, a eliminação de Luke. Após todos esses anos, todas as pesquisas, todos os testes e os milhões de reais gastos neste estudo seus avanços se mostraram ineficientes. Todos esses anos o doutor foi laureado com prêmios com seus estudos relacionados às espécies terrestres, nunca conseguiu ir além das espécies do planeta Terra e Luke é uma exceção.

Ele vai à busca de Luke que esta brincando no jardim, um dos militares o informa em que parte do jardim ele está.

Do outro lado da parede, Fumaça havia escutado toda a conversa e saiu em disparada na localização de um duto de ar que caiba Luke na fuga do laboratório. Ele sabe dos planos dos doutores e que Luke terá pouco tempo para tentar escapar. Ele precisa garantir a fuga de Luke só que até então apenas ele usava as passagens da casamata. Contudo ele lembra-se de alguns lugares que poderão servir.

Esgueirando-se pelas frestas das paredes ele salta de vão em vão até se deparar com uma das saídas que havia recordado. Ele observa o vão de entrada de ar do laboratório e compara mentalmente com a circunferência necessária para que Luke passe por ali. Infelizmente a abertura é muito pequena. Ele se irrita e com as patinhas soca a sua cabeça e dá saltos no ar, mais que depressa ele começa a analisar outra passagem.  Novamente ele faz um comparativo em relação ao tamanho necessário e verifica que esta é ideal. Tendo conseguido encontrar a passagem certa ele vai até onde Luke está.

Ele entra em um buraco localizado entre dois corredores e passa sem ser notado por um militar que monta guarda em pé na frente da porta do laboratório onde Luke está. Rastejando pela parede e se esquivando de um cano de água ele chega até sala.

Ao observar a entrada da casa Luke percebe que o Dr. Gray está vindo rapidamente. Ele aparenta estar muito zangado. Aproximando-se de Luke, Dr. Gray o pega pelo braço e o conduz para dentro da casa até o laboratório.

Chegando lá a Dra. Gray prepara a mesa de operação e o coloca preso a mesa por dispositivos de alças de metal que prende os pulsos e tornozelos de Luke, o deixando imóvel. A mesa de operação é rotacionada e abaixada ao nível da cintura do Dr. Gray, que injeta a substancia na veia do braço esquerdo de Luke que responde com um grunhido e adormece em seguida.

Neste instante o telefone toca.

A Dra. Gray atende do outro lado da ligação o General a convoca e ao seu marido para uma reunião de emergência. A presença dos doutores Grays é imprescindível. A doutora informa o procedimento que estão adotando, mas são advertidos para se dirigirem ao quartel general imediatamente abandonem o que estão fazendo. Algo muito maior havia acontecido e Luke neste momento não era a prioridade.

Ela desliga o telefone e informa o Dr. Gray a respeito. Ele discorda totalmente da posição do General e questiona a doutora a respeito do fato que pede tanta urgência. Ela acena que não sabe com a cabeça.  Mas como eles bem sabem o General nunca os interrompem sem um grande motivo. Ambos saem deixando Luke adormecido e preso na mesa de operações.

Antes de sair o Dr. Gray dá uma ordem ao soldado que faz vigia a porta do laboratório. – Não permita a saída de ninguém desta sala. – O soldado entende e com o um abaixar de cabeça confirma a ordem do doutor.

Eles saem rapidamente até a direção do carro que os aguarda, o militar responsável por este veículo abre a porta para os doutores.  O carro sai em disparada para o quartel general, no caminho todos permanecem em silencio, mas em sua mente o Dr. Tenta imaginar o motivo para a urgência. Ele recorda da operação que esta em andamento e tenta associá-la com Luke, mas não encontra nenhuma lógica nisto.

JJ Sobrinho

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

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Publicado por em outubro 14, 2011 em Ebook

 

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