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Capítulo Oito – A Visão de um Mundo Novo


CAPÍTULO OITO

A Visão de um Mundo Novo

Tudo é muito grande em Agharta, passamos por uma estrada de pedra que nos levou até a entrada da cidade, o arco central parece tocar o céu acredito que a expressão aranha céu veio deste lugar. Algumas vezes no alto destas construções tenho a impressão que se eu erguer a minha mão posso tocar nas nuvens, mas elas estão muito distantes é apenas uma perspectiva falsa gerada pelo meu cérebro.

Shamballah superou todas as minhas expectativas, além de tudo ser monstruosamente grande a cidade fica no alto de uma montanha, todas as outras construções estão abaixo do palácio central.

Em cada montanha esta um mestre guia que comanda os demais de acordo com as regras locais.

Todos sabem o seu papel nesta sociedade, todos trabalham e neste lugar que só nasce mulher, a cada dez anos terrestres um casal é escolhido para iniciar uma família.

Começamos a subir uma escada que se lembram a da China com milhares de degraus.

No caminho visualizamos grandes estátuas de pessoas leões dragões e esfinges iguais a de Guizé.

Séréti começa a admirar uma estátua de um grande deus e de repente ela ganha vida e nos pergunta o que queremos e por que estamos aqui, a imensa estátua que ganha vida reconhece que Luke não é dali e diz que sua permanência neste local se dará sobre uma condição.

A estátua transforma Séréti em uma estátua de pedra e a condição para libertá-lo será:

– Luke, você entrará como humano na cidade, mas terá que deixá-la como quem realmente é. A estátua concede passagem a Luke e Leona que seguem em direção ao castelo agora sem a companhia de Séréti que está petrificado.

Séréti foi transformado em uma estátua de pedra e Luke esta com muito medo do que ele pode encontrar pela frente.

Qual será a recepção do Rei do mundo? Ele irá gostar de nós ou vamos todos morrer aqui? – pensa ele enquanto caminha ao lado de Leona que parece não manifestar nenhuma emoção.

Que garantias posso esperar deste lugar, até a alguns dias atrás eu era apenas um menino aprisionado em uma casamata e agora estou prestes a conhecer o rei do mundo. – diz em voz baixa enquanto caminham até a estrada do palácio.

Leona percebe sua angustia e comenta: Como assim? Há alguns dias atrás eu era apenas um menino? O Rei do mundo não conversa com um humano a mais de mil anos. Como espera que ele o receba se pensa ser apenas um menino?

– Luke para por alguns estantes e lembra-se da voz de sua mãe na caverna dizendo a ele para ser forte.

Seu coração começa a bater mais lentamente e então sente um alívio no peito e a sensação de um maternal e aconchedor abraço.

– Não temo nada e nem ninguém. – diz ele de peito estufado e de fé renovada. A minha vida foi um teste desde o início.

A minha prisão serviu para mostrar-me o quanto as pessoas podem ser más. E a minha fuga mostrou–me o quanto elas também podem ser boas e gentis e ajudar-se mutuamente.

Existem pessoas boas e pessoas ruins, o equilíbrio entre as forças do bem e do mal determina as gerações futuras e seu desenvolvimento.

– Que bom que pensa assim. – diz Leona, feliz pelo comentário do novo amigo. Ele esta bem, foi transformado em pedra para a sua própria segurança.

– Mas não podemos deixá-lo aqui, assim. – fala Luke, querendo de alguma maneira resolver esta situação.

– Luke, a você foi dada a honra de falar com o Rei do mundo, você irá entrar no palácio do Rei e isso deve ser celebrado. Não tema Séréti esta em segurança. Agora vamos, pois não podemos demorar muito.

Mesmo depois de todo este tempo, Luke não se dava conta que nunca foi apenas um menino, mas as circunstâncias o fizeram amadurecer.

E agora sabendo da sua missão na Terra, parte com Leona para o interior do palácio.

Logo na entrada se deparam com dois dragões alados que guardam a entrada do palácio. De imediato um deles reconhece Luke por um espectro de luz azul que ele passa a emitir. No mesmo momento ambos lhe cedem passagem.

Leona ao tentar passar pelos guardiões e contida por uma parede de fogo que os dragões emanam e impossibilitando a sua entrada.

– VEJO VOCÊ DEPOIS. – grita Leona sem ter certeza se o amigo escutou.

Luke agora se vê sozinho para a missão mais difícil da sua vida, ele esta firme e sabe que correrá todos os riscos possíveis para trazer de volta seu amigo Séréti de volta a vida.

De repente um grande portal de luz se abre e dele uma figura em estado de luz se materializa a nossa frente.

– Luke… entre. – diz ele. Estamos esperando você há milênios.

Meu Deus. – pensa Luke. Como podem estar por mais de mil anos esperando que eu aparecesse aqui no interior da Terra, se tenho apenas onze anos de idade.

Sem perceber, eu não estava falando com ele verbalmente, mas sim telepaticamente e ao perceber a minha aflição responde:

– Entendo você! Você nunca foi uma criança humana, não recebeu a educação de uma criança e nunca teve interação com outras crianças. E sim, a última vez que nos vimos foi há mil anos, mas claro que você tinha outra aparência.

Sou conduzido para o interior do palácio e como em um piscar de olhos estou envolto a dezenas de pessoas de todo o tipo de aparência que estão sentados em uma gigantesca mesa retangular que atravessa o salão de um lado a outro.

– SENHORES MESTRES…

– Hoje uma vez mais nosso comitê tem a honra de receber o nosso representante de Arcturus e futuro Rei do mundo, o príncipe Kaitos.

Luke fica muito confuso com tudo, ainda mais pela última afirmação do mestre.

Ele continua…

– Mil anos se passaram e nosso guardião galáctico reencontra o seu caminho para guiarmos ao nosso novo ciclo solar.

Neste instante todos se levantam e com a palma da mão direita erguida em direção de Luke e emanam uma luz púrpura que envolve Luke em um globo de energia e então todas as encarnações passadas de Luke se manifestam.

Eles saem um a um no total de quinze pessoas, sendo dez homens e cinco mulheres. Todos sentam- se a sua frente e com um olhar de admiração aguardam o início das apresentações.

Luke é o último a sair, de cara ele percebe que algumas das pessoas são mais velhas do que outras, mas em sua maioria são jovens e belos.

O mestre cerimonial anuncia todos os novos seres presentes começando da esquerda para a direita.

– Luana, Cristal, Charles, Jade, Maria, Brian, Jack, Pérola, Peter, August, Gabriel, Ariel, Jorge, David e Roger.

Então o mestre concede a Luke o direito de fazer uma pergunta direcionada a qualquer um dos presentes.

Luke hesita por alguns instantes, ele os observa atentamente e então finalmente pergunta.

– Por que o Planeta Terra?

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

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Publicado por em outubro 25, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Seis – A Caverna


CAPÍTULO SEIS

A Caverna

Depois das apresentações Séréti e Luke partem para o interior da caverna onde após alguns minutos de caminhada vislumbram um imenso paredão de pedra com os dizeres:

Bem vindos a Agharta,

a terra onde nunca chove,

onde não existe doença e ninguém morre,

lugar de pessoas de coração puro e consciência universal,

para aqueles que procuram a verdade e a unicidade.

Alguns instantes depois a leitura do aviso uma serpente enorme de duas cabeças eleva-se do chão e com os olhos vermelhos da cor de sangue, encara Luke e Séréti. Luke fica congelado de medo enquanto Séréti indiferente fala:

– Lá vamos nós de novo.

Luke quase desmaia de tanto espanto, mas mesmo com todo o terror que naquele instante estava em seu coração e acalma-se e aceita seu destino.

A serpente então com um rápido movimento engole Luke com a cabeça da direita e com a outra Séréti e rasteja em alta velocidade por túneis no interior da caverna em direção a uma passagem na fenda da parede ela despenca por alguns segundos até então cair em uma espécie de lago subterrâneo.

A serpente atravessa um portal em forma de arco e é direcionada a uma saída, ela despenca de um barranco até um grande rio, rapidamente ela se esguia até a margem do rio e lá a serpente regurgita Luke e Séréti. Então sai em retirada para as entranhas da terra.

Enquanto eu estava no interior da serpente não senti medo em nenhum momento, uma espécie de espectro que me lembrava o Séréti se materializou e com as suas palavras me tranqüilizou.

Luke e Séréti levantam e limpam a gosma da serpente que ficou em suas roupas. Eles caminham em direção a cidade enquanto interagem com os moradores locais.

Levantamos do chão e começamos a limpar a gosma que a serpente deixou em nossas roupas, enquanto eu as molhava no rio para retirar toda aquela meleca Séréti simplesmente fez pulverizar como fumaça toda aquela sujeira.

– Como é que ele consegue fazer isso, pensei.

Estávamos completamente perdidos, embora Séréti já conheça Shamballah ele não se recordava de como chegar até lá, ele tem uma memória temporária e lembra apenas de fragmentos de memória. Nas palavras dele “eu construo as lembranças as relacionando com o som, as cores e o cheiro”, como estávamos molhados embora limpos, Séréti não consegue relacionar seus sentidos e determinar qual a direção correta a tomar.

Decidimos ir a sentido leste pelo lado oposto ao rio me pareceu ser a melhor opção até Séréti lembrar-se do caminho correto.

Andamos por mais ou menos trinta minutos nesta direção até que ouvimos por trás de um monte uma garota que estava discutindo com alguns garotos. Aproximamos-nos para ver o que estava acontecendo, Séréti ficou apreensivo, preferia que seguíssemos viajar e ignorássemos os ruídos, disse ele:

– Não podemos fazer nada a respeito, é melhor seguirmos em frete antes que a gente arrume alguma confusão.

Não dei atenção ao que ele disse e fui ver do que se tratava todo aquele barulho. Agachei-me perto do paredão de pedra e pude ver melhor o que era todo o alvoroço. Os garotos locais estavam rindo das orelhas de uma menina, eles apontavam para elas e riam como bobos.

Ela tinha orelhas de gato e seus olhos são azuis e grandes em proporção ao seu rosto, ela se parece com um gato, mas é apenas uma menina, uma menina muito bonita.

A esta altura Séréti já estava ao meu lado, ele pegou uma bolinha de gude do bolso direito e jogou na direção dos garotos, uma nuvem de fumaça azul se ergueu e formou uma enorme árvore. Os garotos espantados saíram correndo.

Ela olhou para mim e então pude ver claramente o seu rosto, ela realmente era uma gata no sentido literal.

– Tudo bem com você? – perguntei um pouco envergonhado por sua beleza.

– Sim. – respondeu ela. – estes garotos são insuportáveis, ficam rindo de mim por causa das minhas orelhas, mas não gostam que falem de seus dedos.

Dedos… pensei eu, o que deve de haver de errado com os dedos deles.

– como assim seus dedos? – perguntei a ela.

– Não me diga que não reparou… vocês são todos iguais.

Ela agarrou o meu braço e então contou os dedos da minha mão.

– Cinco dedos. – disse ela. – e quantos dedos dos pés?

Respondi que também eram cinco e cada pé assim como também o eram em cada mão.

– Humano. – bracejou ela entre os dentes.

– Estes garotos seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada um dos pés e ainda ficam caçoando de mim, meninos eca. – disse ela num tom de desprezo que me deixou ainda mais intimidado.

Pensei como podem estar rindo um do outro se ambos têm seus defeitos ou qualidades, para ela suas orelhas pontudas e seus olhos volumosos e grandes realçavam ainda mais a sua beleza. Não disse isso a ela, pois como posso ver ela tem repúdio por garotos.

Já havíamos conversado por alguns minutos, mas ainda não sabia o seu nome nem ela o meu então perguntei.

-Meu nome é Leona. – disse ela.

Presumi que seus pais fossem como ela e evitar fazer perguntas a este respeito.

O meu nome é Luke e este é Séréti, estamos à procura da capital de Agharta Shamballah, você conhece esta cidade?

Ela roçou os lábios e olhou para o céu, colocou a mão no queixo e quando finalmente parecia que iria nos dizer onde fica esta cidade ela não fez outra pergunta.

– O que vocês querem em Shamballah? – perguntou ela em um tão de animosidade.

Séréti havia me avisado que os moradores de Agharta poderiam ler a minha mente se assim o quisessem, eu não queria mentir e não mentiria, então respondi:

– Estamos indo para Shamballah para falar com o Rei do Mundo. – respondi a ela. Qual foi meu espanto com a reação que ela teve.

Ela caiu no chão se contorcendo de tanto rir, meu rosto corou na hora e tive uma imensa vontade de sair dali naquele instante esquecendo-se de ter conhecido esta menina, que abuso está arriscando nossas vindas vindo até o interior da Terra, um lugar desconhecido pelo menos para mim e tudo que ela tem a me dizer são as gargalhadas que esta soltando aos ventos.

Olhei para Séréti e ele esta gargalhando também, isto deve ser contagioso pensei.

– Do que você está rindo infeliz. – perguntei ainda em soluços ele respondeu:

– Eu não me lembro.

Por cargas d’água, aqui estou eu no centro da Terra com um garoto sem memória e com uma menina gato que tudo que tem a me dizer são os murmúrios entre as gargalhadas e os soluços.

Finalmente ela parou de gargalhar.

– O Rei do Mundo não fala com os humanos a milhares de anos, o que faz vocês pensar que ele irá falar com vocês?

Séréti tem um lampejo de lucidez e responde a Leona.

– Luke carrega o espírito de Gaia, mas ele não se lembra, estamos indo ver o Rei do Mundo que possui os cristais para que ele possa se lembrar de quem é.

– Você carrega o grande espírito de Gaia à mãe Terra? – pergunta Leona em um tom de espanto.

– Ele não se lembra. – Grita Séréti.

– Não precisa gritar azulão. – Diz Leona para Séréti que fica em um tom de azul beirando a roxo.

– Se é verdade o que você diz, por que não se tele transportaram para lá já que você é um garoto de Sirius e tem este poder.

– Tele transporte… indaga Séréti procurando em sua mente alguma lembrança em relação a isto.

– É verdade. – Diz ele. – Tele transporte, posso transportá-los para lá… só não me lembro como.

As coisas estão ficando cada vez mais difíceis, Séréti com o seu problema de memória o Fumaça que virou fumaça e não o vejo desde a caverna e agora esta menina gato metida a comediante, não sei como pode piorar.

No meio de toda esta loucura Leona se aproxima de Séréti e pergunta a ele sobre as bolinhas de gude que carrega em seu bolso.

Espantado ele a questiona como pode saber sobre isso, ela responde que quando os garotos a amolavam ele retirou algumas do bolso e jogou uma na direção dos garotos que correram sem seguida.

Séréti enfia a mão no bolso e retira uma bolinha, com uma feição de entusiasmo responde:

– É claro o tele transporte, a bolinha de cor anil nos levará para onde quisermos. – diz ele ainda em frenesi.

Então pude entender que Séréti recordava sua lucidez toda vez em que tocava nessas estranhas esferas de luz que se pareciam muito com bolinhas de gude. Mas suas recordações não se estendiam por muito tempo era como um lampejo mesmo. Mal pude comemorar o fato de não termos que andar até Shamballah Séréti nos adverte que não se lembra onde é a cidade.

Mas estávamos com sorte, pois Leona sabia onde era a cidade, mesmo nunca tido a oportunidade de falar com o rei do mundo ela ia até a cidade com os seus pais de vez em quando e como adora vislumbrar as plantações de gira sol que se estendia pela estrada ele sabe décor e salteado o caminho até lá.

Então perguntamos se Leona poderia nos acompanhar até lá já que era a única aparentemente lúcida capaz de nos levar até Shamballah.

Ela responde que sim uma vez que seus pais encontram-se na cidade e será mais fácil para ir para a casa depois.

A grande questão é iremos caminhando até lá ou podemos usar uma das esferas de luz para nos tele transportar, mas como faremos para Séréti saber o caminho correto ao invés de nos perdermos ainda mais no interior da Terra.

– Eu posso projetar a imagem da cidade e talvez ele recorde o caminho. – diz Leona, para nosso alivio.

Com os balançar das orelhas Leona projeta no espaço vazio entre eu e Séréti a imagem da cidade de Shamballah e para meu espanto as pessoas parecem iguais a da Terra.

No mesmo instante Séréti retira de seu bolso uma esfera de luz de cor azul alaranjada e somos tragados pela luz que essa esfera emite.

Como havia suspeitado somos levados ao inicio da cidade ainda na estrada de girassóis e mesmo tendo sido tele transportados ainda teremos que andar um pouco.

A estrada e perfilada de ambos os lados por girassóis gigantescos. Mas ao contrario da superfície da terra estes girassóis não giram, pois o sol é central e não se alterna de posição e permace sempre no mesmo lugar.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
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Publicado por em outubro 22, 2011 em Ebook

 

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