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Capítulo Sete – A Capital de Agharta – Shamballah


CAPÍTULO SETE

A Capital de Agharta – Shamballah

Andamos por uma estrada imensa de cascalho perfilado a uma plantação de girassóis imensamente grande ao nosso redor e nos deparamos com uma mariposa do tamanho de um carro, ela passa sobre nós e a sua sombra nos encobre completamente, foi como se o dia se tornasse noite.

Séréti me lembra que devemos tomar cuidado com os insetos de Agharta devido ao seu tamanho proporcional aos habitantes desta cidade. Fico imaginando qual o tamanho de um homem neste lugar já que apenas uma mariposa pareceu ser um grande automóvel para nós.

Saímos da estrada principal e pegamos um atalho para a capital Shamballah, Séréti avisa que pouparemos um dia de caminhada indo por este caminho o que não é pouco devido à imensidão de tudo que tem aqui.

É um caminho estreito e a relva encobre quase que todo o céu acima de nós, se é que posso chamar isso de céu, pois estamos no centro da Terra e até então não sabia que poderia ter um céu e um Sol dentro dela.

Começamos a escutar um zunido e a cada passo que o damos fica mais alto, a esta altura nada mais me surpreende, mas quando chegamos perto fico realmente muito surpreso. O zunido vem de uma mosca do tamanho de um carro pequeno e ela esta presa em uma teia de aranha gigantesca feita por uma aranha de igual proporção.

Séréti me avisa para sairmos dali depressa antes que a aranha aparece e queira variar o seu cardápio. Sem hesitar saio em retirada com Séréti, mas fico imaginado qual deveria ser o tamanho da aranha, deveria ser monstruosa.

Finalmente saímos do atalho e da relva densa e avistamos Shamballah capital de Agharta. Shamballah é uma cidade linda, localizada entre as montanhas que parecem riscar o céu azul como a cor do mar, suas nuvens fazem movimentos semelhantes ao oceano da Terra e formas as mais diversas figuras.

Séréti fala que o idioma local é o Vattan, o vataniano composto por um alfabeto de vinte e duas letras ao qual não faço a mínima ideia de como seja.

Pergunto para ele se ele sabe falar este idioma e com a cabeça ele acena que não, agora fico realmente assustado. Estamos no centro da Terra em uma cidade de gigantes a procura do Rei do Mundo e o idioma é incompreensível para nós.

Mas Séréti avisa que não falaremos com eles a não ser que eles queiram e ao fazer isso falaram em pensamento e o idioma será fluente para nós o que me deixa um pouco mais calmo.

Caminhamos por uma viela que vai até a capital da cidade, pode-se ver claramente que é um centro comercial de ambulantes que vendem um pouco de tudo.

A cidade esta bem agitada, e como na terra há artistas de circos, comediantes, flautistas, violinistas, todo o tipo de arte se manifesta aqui. Mas neste lugar não se usa o dinheiro, ele nem existe na verdade.

Para se conseguir um pêssego o vendedor pergunta a Séréti o que ele pode oferecer em troca.

Séréti coloca a mão em seu bolso com as esferas de luz e pega uma da cor de verde musgo e oferece ao comerciante.

Diz ele, com esta esfera você dobrará a sua produção de pêssegos utilizando o mesmo solo.

Séréti recebe o seu prêmio um pêssego de gosto magnífico. Leona explica que o Sol daqui é diferente ao da superfície e é opaco, excelente para a produção de alimentos além de não ser radioativo, aqui não é preciso usar filtro solar a energia do Sol também é absorvido como um alimento pela pele e através olhos.

Patrulhando a feira há um guarda que passa de um lado a outro da grande manifestação popular.

Leona a mais introvertida do grupo pergunta ale o caminho para a capital Shamballah, o homem agacha-se até a altura de Leona e aponta para uma rua secundaria que leva a um atalho até a cidade.

Um dos garotos grita. – Olha lá esta aquela orelhuda, todos começam a gritar. – Orelhuda, orelhuda, orelhuda…

Leona avista os garotos que a importunava, ela pega um pêssego e arremessa na cabeça de um deles, o pêssego espatifa-se em sua cabeça, os outros garotos dão risadas o garoto fica roxo de raiva e então os garotos saem em disparada para pegar a Leona.

Séréti a pega pelo braço e todos saem correndo em uma perseguição pela cidade.

Já alimentados e encantados com a cidade partimos para Shamballah, começo a admirar este povo e sua cultura.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

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Publicado por em outubro 24, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Seis – A Caverna


CAPÍTULO SEIS

A Caverna

Depois das apresentações Séréti e Luke partem para o interior da caverna onde após alguns minutos de caminhada vislumbram um imenso paredão de pedra com os dizeres:

Bem vindos a Agharta,

a terra onde nunca chove,

onde não existe doença e ninguém morre,

lugar de pessoas de coração puro e consciência universal,

para aqueles que procuram a verdade e a unicidade.

Alguns instantes depois a leitura do aviso uma serpente enorme de duas cabeças eleva-se do chão e com os olhos vermelhos da cor de sangue, encara Luke e Séréti. Luke fica congelado de medo enquanto Séréti indiferente fala:

– Lá vamos nós de novo.

Luke quase desmaia de tanto espanto, mas mesmo com todo o terror que naquele instante estava em seu coração e acalma-se e aceita seu destino.

A serpente então com um rápido movimento engole Luke com a cabeça da direita e com a outra Séréti e rasteja em alta velocidade por túneis no interior da caverna em direção a uma passagem na fenda da parede ela despenca por alguns segundos até então cair em uma espécie de lago subterrâneo.

A serpente atravessa um portal em forma de arco e é direcionada a uma saída, ela despenca de um barranco até um grande rio, rapidamente ela se esguia até a margem do rio e lá a serpente regurgita Luke e Séréti. Então sai em retirada para as entranhas da terra.

Enquanto eu estava no interior da serpente não senti medo em nenhum momento, uma espécie de espectro que me lembrava o Séréti se materializou e com as suas palavras me tranqüilizou.

Luke e Séréti levantam e limpam a gosma da serpente que ficou em suas roupas. Eles caminham em direção a cidade enquanto interagem com os moradores locais.

Levantamos do chão e começamos a limpar a gosma que a serpente deixou em nossas roupas, enquanto eu as molhava no rio para retirar toda aquela meleca Séréti simplesmente fez pulverizar como fumaça toda aquela sujeira.

– Como é que ele consegue fazer isso, pensei.

Estávamos completamente perdidos, embora Séréti já conheça Shamballah ele não se recordava de como chegar até lá, ele tem uma memória temporária e lembra apenas de fragmentos de memória. Nas palavras dele “eu construo as lembranças as relacionando com o som, as cores e o cheiro”, como estávamos molhados embora limpos, Séréti não consegue relacionar seus sentidos e determinar qual a direção correta a tomar.

Decidimos ir a sentido leste pelo lado oposto ao rio me pareceu ser a melhor opção até Séréti lembrar-se do caminho correto.

Andamos por mais ou menos trinta minutos nesta direção até que ouvimos por trás de um monte uma garota que estava discutindo com alguns garotos. Aproximamos-nos para ver o que estava acontecendo, Séréti ficou apreensivo, preferia que seguíssemos viajar e ignorássemos os ruídos, disse ele:

– Não podemos fazer nada a respeito, é melhor seguirmos em frete antes que a gente arrume alguma confusão.

Não dei atenção ao que ele disse e fui ver do que se tratava todo aquele barulho. Agachei-me perto do paredão de pedra e pude ver melhor o que era todo o alvoroço. Os garotos locais estavam rindo das orelhas de uma menina, eles apontavam para elas e riam como bobos.

Ela tinha orelhas de gato e seus olhos são azuis e grandes em proporção ao seu rosto, ela se parece com um gato, mas é apenas uma menina, uma menina muito bonita.

A esta altura Séréti já estava ao meu lado, ele pegou uma bolinha de gude do bolso direito e jogou na direção dos garotos, uma nuvem de fumaça azul se ergueu e formou uma enorme árvore. Os garotos espantados saíram correndo.

Ela olhou para mim e então pude ver claramente o seu rosto, ela realmente era uma gata no sentido literal.

– Tudo bem com você? – perguntei um pouco envergonhado por sua beleza.

– Sim. – respondeu ela. – estes garotos são insuportáveis, ficam rindo de mim por causa das minhas orelhas, mas não gostam que falem de seus dedos.

Dedos… pensei eu, o que deve de haver de errado com os dedos deles.

– como assim seus dedos? – perguntei a ela.

– Não me diga que não reparou… vocês são todos iguais.

Ela agarrou o meu braço e então contou os dedos da minha mão.

– Cinco dedos. – disse ela. – e quantos dedos dos pés?

Respondi que também eram cinco e cada pé assim como também o eram em cada mão.

– Humano. – bracejou ela entre os dentes.

– Estes garotos seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada um dos pés e ainda ficam caçoando de mim, meninos eca. – disse ela num tom de desprezo que me deixou ainda mais intimidado.

Pensei como podem estar rindo um do outro se ambos têm seus defeitos ou qualidades, para ela suas orelhas pontudas e seus olhos volumosos e grandes realçavam ainda mais a sua beleza. Não disse isso a ela, pois como posso ver ela tem repúdio por garotos.

Já havíamos conversado por alguns minutos, mas ainda não sabia o seu nome nem ela o meu então perguntei.

-Meu nome é Leona. – disse ela.

Presumi que seus pais fossem como ela e evitar fazer perguntas a este respeito.

O meu nome é Luke e este é Séréti, estamos à procura da capital de Agharta Shamballah, você conhece esta cidade?

Ela roçou os lábios e olhou para o céu, colocou a mão no queixo e quando finalmente parecia que iria nos dizer onde fica esta cidade ela não fez outra pergunta.

– O que vocês querem em Shamballah? – perguntou ela em um tão de animosidade.

Séréti havia me avisado que os moradores de Agharta poderiam ler a minha mente se assim o quisessem, eu não queria mentir e não mentiria, então respondi:

– Estamos indo para Shamballah para falar com o Rei do Mundo. – respondi a ela. Qual foi meu espanto com a reação que ela teve.

Ela caiu no chão se contorcendo de tanto rir, meu rosto corou na hora e tive uma imensa vontade de sair dali naquele instante esquecendo-se de ter conhecido esta menina, que abuso está arriscando nossas vindas vindo até o interior da Terra, um lugar desconhecido pelo menos para mim e tudo que ela tem a me dizer são as gargalhadas que esta soltando aos ventos.

Olhei para Séréti e ele esta gargalhando também, isto deve ser contagioso pensei.

– Do que você está rindo infeliz. – perguntei ainda em soluços ele respondeu:

– Eu não me lembro.

Por cargas d’água, aqui estou eu no centro da Terra com um garoto sem memória e com uma menina gato que tudo que tem a me dizer são os murmúrios entre as gargalhadas e os soluços.

Finalmente ela parou de gargalhar.

– O Rei do Mundo não fala com os humanos a milhares de anos, o que faz vocês pensar que ele irá falar com vocês?

Séréti tem um lampejo de lucidez e responde a Leona.

– Luke carrega o espírito de Gaia, mas ele não se lembra, estamos indo ver o Rei do Mundo que possui os cristais para que ele possa se lembrar de quem é.

– Você carrega o grande espírito de Gaia à mãe Terra? – pergunta Leona em um tom de espanto.

– Ele não se lembra. – Grita Séréti.

– Não precisa gritar azulão. – Diz Leona para Séréti que fica em um tom de azul beirando a roxo.

– Se é verdade o que você diz, por que não se tele transportaram para lá já que você é um garoto de Sirius e tem este poder.

– Tele transporte… indaga Séréti procurando em sua mente alguma lembrança em relação a isto.

– É verdade. – Diz ele. – Tele transporte, posso transportá-los para lá… só não me lembro como.

As coisas estão ficando cada vez mais difíceis, Séréti com o seu problema de memória o Fumaça que virou fumaça e não o vejo desde a caverna e agora esta menina gato metida a comediante, não sei como pode piorar.

No meio de toda esta loucura Leona se aproxima de Séréti e pergunta a ele sobre as bolinhas de gude que carrega em seu bolso.

Espantado ele a questiona como pode saber sobre isso, ela responde que quando os garotos a amolavam ele retirou algumas do bolso e jogou uma na direção dos garotos que correram sem seguida.

Séréti enfia a mão no bolso e retira uma bolinha, com uma feição de entusiasmo responde:

– É claro o tele transporte, a bolinha de cor anil nos levará para onde quisermos. – diz ele ainda em frenesi.

Então pude entender que Séréti recordava sua lucidez toda vez em que tocava nessas estranhas esferas de luz que se pareciam muito com bolinhas de gude. Mas suas recordações não se estendiam por muito tempo era como um lampejo mesmo. Mal pude comemorar o fato de não termos que andar até Shamballah Séréti nos adverte que não se lembra onde é a cidade.

Mas estávamos com sorte, pois Leona sabia onde era a cidade, mesmo nunca tido a oportunidade de falar com o rei do mundo ela ia até a cidade com os seus pais de vez em quando e como adora vislumbrar as plantações de gira sol que se estendia pela estrada ele sabe décor e salteado o caminho até lá.

Então perguntamos se Leona poderia nos acompanhar até lá já que era a única aparentemente lúcida capaz de nos levar até Shamballah.

Ela responde que sim uma vez que seus pais encontram-se na cidade e será mais fácil para ir para a casa depois.

A grande questão é iremos caminhando até lá ou podemos usar uma das esferas de luz para nos tele transportar, mas como faremos para Séréti saber o caminho correto ao invés de nos perdermos ainda mais no interior da Terra.

– Eu posso projetar a imagem da cidade e talvez ele recorde o caminho. – diz Leona, para nosso alivio.

Com os balançar das orelhas Leona projeta no espaço vazio entre eu e Séréti a imagem da cidade de Shamballah e para meu espanto as pessoas parecem iguais a da Terra.

No mesmo instante Séréti retira de seu bolso uma esfera de luz de cor azul alaranjada e somos tragados pela luz que essa esfera emite.

Como havia suspeitado somos levados ao inicio da cidade ainda na estrada de girassóis e mesmo tendo sido tele transportados ainda teremos que andar um pouco.

A estrada e perfilada de ambos os lados por girassóis gigantescos. Mas ao contrario da superfície da terra estes girassóis não giram, pois o sol é central e não se alterna de posição e permace sempre no mesmo lugar.

Author

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
Education:
Faculty Dr. José Correia Leocádio Bachelor of Business Administration
University of Paraná Tuiuti Bachelor of Computer Science

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Publicado por em outubro 22, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Três – A vida no Cativeiro


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CAPÍTULO TRÊS

A vida no cativeiro

Diferente de tudo que se pode imaginar Luke é muito feliz vivendo no laboratório dos Doutores Gray, ele apesar de confinado neste lugar esta sempre lendo e envolvido com a natureza selvagem do local. Não se imagina vivendo na cidade onde as pessoas não interagem com os bichos e algumas nem mesmo com outras pessoas. Se ele tivesse que escolher em ser livre morando na cidade ou mantido em um cativeiro, mas envolta a selva com certeza ficaria com a segunda opção.

De vez em quando um ou outro animal vem visitá-lo e trazer novidades. Certa vez uma jaguatirica veio informar que estavam desmatando próximo a um veio de água e que as consequencias desse ato seriam a desertificação de um lago perto de um pequeno vilarejo indígena e o cacique da tribo estava muito zangado por isso.

Este cacique reuniu sua tribo e comunicou que deveriam interferir para que o pior não acontecesse então o pajé ordenou que um grupo deles se passasse por tigres e assustassem os homens que estavam interferindo com a natureza do local. Cinco índios se ofereceram para a tarefa, o pajé proferiu algumas palavras e neste instante surgiram diante dos seus olhos os tigres que partiram para o local imediatamente.

Chegando lá o maior deles investiu contra o responsável do grupo, que de tanto medo ficou imóvel, plantado no chão. Via-se claramente um líquido escorrer por uma de suas pernas, os outros homens vendo a chegada dos tigres saíram correndo desesperados. Um deles saltou por um barranco rolando ribanceira abaixo.

O maior dos tigres rugiu bem alto e sua saliva ficou grudada no rosto deste caçador, então de frente para o líder dos humanos o tigre falou: – Está mata é sagrada; este riacho alimenta a vida de toda esta floresta, não voltem mais aqui.

O homem ficou pasmo e petrificado de medo, mais horrorizado ainda por entender o que o tigre falava. Como um animal selvagem poderia falar. – Pensou ele, entre a dúvida de estar ou não acordado e a vontade de desaparecer dali. Sem ter outra opção ele sai correndo mata adentro.

“Os tigres retornam a forma humana e começam a cantar e gritar palavras de ordem como: “A mata é de todos, paz para a floresta”.

Luke sempre gostou de ouvir as histórias que vem a ele aos montes trazidas por todas as espécies de bichos e pássaros que ele conhece. Já se imaginou até sendo um passarinho e em seus sonhos, imagina estar voando sobre uma estrada de asfalto entre ypês de flores amarelas e roxas. A sensação é de extrema liberdade e a visão é esplendorosa. O vento batendo em seu rosto e o que dizer dos cheiros das flores é mágico. Infelizmente é apenas um sonho. – Pensa ele.

Seus dias resumem- se a tarefas diárias de coleta de sangue e analise do material genético de um fio de cabelo que é recolhido pelo doutor.

Após as coletas ele fica liberado para ter acesso à biblioteca e após o almoço recebe a visita de seus professores. As aulas levam a tarde inteira. Finalmente exatamente às 18 horas ele tem acesso ao jardim e pode passar duas horas por dia lá.  É o lugar que mais gosta da casamata e é o lugar onde recebe seus amigos da natureza.

Luke nunca reclamou um dia se quer de viver desse jeito, mas a ausência dos seus pais lhe traz muita tristeza que ele conserva para si e não comenta com ninguém. E embora os doutores não o queiram mal, conhecem o risco que Luke representa para sua espécie e temem pelo pior.

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JJ Sobrinho

JJ Sobrinho, was born in Paraná Umuarama. He currently works as a Business Consultant in the area of Information Technology.I love reading and writing about quantum physics and parallel universes. I write articles for newspapers and magazines. He graduated in Business Administration and holds a MBA in Computer Science. He has worked as Executive Director MyOffer Brazil Ltda Consultant and Manager of Information Technology at the Institute ISULPAR-Coastal Paraná Curitiba PR
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Publicado por em outubro 15, 2011 em Ebook

 

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Capítulo Dois – A Casamata


Luke kaitos e os Cristais de OZ (Trilogia Luke kaitos) (Portuguese Edition) [Kindle Edition]

Trilogia Luke Kaitos

CAPÍTULO DOIS

A Casamata

No coração da Amazônia logo acima da maior Crosta de Cristais maciço do Mundo, está localizado o laboratório dos doutores Gray, os Grays são cientistas do governo que trabalham com experimentos de clonagem humana e fusão de híbridos de todas as espécies.  Eles não são brasileiros e muito menos humanos embora pareçam com um. Eles foram recrutados por suas habilidades em genética e química. O laboratório fica em uma das salas da Casamata.

O motivo para a escolha deste local é o total isolamento necessário para as pesquisas realizadas e pelo fato de estar localizado em uma das entradas subterrâneas para Shamballah capital de Agharta onde vive o Rei do Mundo. O povo local desconhece completamente a existências das entradas e apenas alguns indígenas ainda as protegem.

O laboratório é de alta segurança e vigiado por militares 24 horas por dia, apenas os doutores Grays tem autorização para morar e trabalhar no local, todos os demais são apenas visitantes como autoridades mundiais e outro cientistas que pontualmente aparecem para discutir algumas das pesquisas e o progresso de suas experiências.

O Doutor Gray é um homem alto e corpulento com olhos negros como a noite, de poucos amigos e fala contida, ele passa a maior parte do tempo com seus estudos trancado em seu laboratório onde realiza um mapeamento genético de um organismo híbrido humanóides. Seus experimentos não publicados nas maiores revistas científicas do mundo e de certo modo é uma celebridade mundial.

Sua esposa a Doutora Gray é uma mulher de extrema beleza e de um olhar hipnotizante. Ela poderia ser uma modelo de catálogo de roupas ou coisas do tipo, mas suas funções estão relacionadas à análise das recombinações genéticas realizadas com híbridos de pequenos animais, ela também é responsável pela supervisão de Luke Kaitos.

Luke é um garoto tímido e reservado, mas muito inteligente, ele gosta muito de livros e lê tudo que cai em suas mãos, seja um livro científico de poemas ou história, de botânica a física quântica ele devora os livros. O que é muito válido já que o laboratório possui uma biblioteca extensa de títulos de todos os autores do mundo.

Quando não está lendo ele gosta de passar o maior tempo possível envolto a natureza do jardim com seu amigo, o Fumaça. Fumaça é um furão doméstico muito agitado e divertido, ele chama-se fumaça por dois motivos: O primeiro é que o Fumaça conhece todas as entradas secretas da casamata, ele entra e sai de qualquer lugar pelas suas passagens que o levam de um cômodo a outro. A segunda é que ele solta pum o tempo todo.

Luke nasceu e foi criado até os três anos “terrestres”, em um planeta chamado Alpha Bootis conhecida como Arcturus é a estrela mais brilhante da constelação de Boötes. Ela é a terceira estrela mais brilhante no céu. Apesar de não ser humano Luke veio ao planeta Terra com seus pais há muito tempo atrás. Como todos os outros humanos, Luke não se lembra que é.

Seus pais foram capturados e ele foi levado e aprisionado nesta casamata onde desde então tem vivido no cativeiro e é monitorado pelos doutores Grays que realizam pesquisas e estudos com o seu código genético.

Os problemas começam quando o Dr. Gray recebe em seu laboratório uma visita inesperada, um senhor alto de cabelos brancos e de pele escamosa com a feição de um lagarto albino, com olhos negros, muito mal-humorado, chamado DK.

Ninguém jamais ousou perguntar pelo significado de DK, mas seu nome é muito temido por toda a comunidade científica e pelo governo americano. Existem boatos que ele é considerado o Arquiteto do Mundo, mas ninguém confirma a história. Quando ele aparece é porque todos os outros recursos já foram utilizados e falharam.

Ele adentra o local e vai até o laboratório do Dr. Gray onde permanece por algumas horas. Todos os militares ficam alvoroçados e redobram a segurança. Um helicóptero decola e passa a vigiar os céus, a torre de controle emite uma ordem para que o espaço aéreo seja fechado o que é feito em seguida pelas autoridades locais. A visita deste homem meio lagarto muda a rotina do laboratório. Quando finalmente sai ele simplesmente evapora no ar, deixando um círculo de luz que vai se apagando ao poucos até finalmente sumir de vez.

O Dr. Gray sai do laboratório minutos depois deste homem estranho ter desaparecido no ar, o Dr. Gray está ofegante e muito nervoso, ele caminha rapidamente e vai até a sala onde esta a Dra. Gray. Ela está sentada manipulando um tubo de ensaio enquanto faz anotações em um prontuário, seu cabelo cobre um de seus olhos e seu rosto brilha em decorrência da luz que sai do microscópio.

– Nosso tempo acabou, temos que eliminar o garoto. – Diz ele, enquanto retira de uma maleta de primeiros socorros um frasco com um estranho líquido de cor avermelhada e com uma seringa ele extrai esta substância.

– Após todos esses anos, não fui capaz de neutralizar o seu poder. – Comenta a Dra. Gray ao comparar o ADN de Luke que este em um tubo de ensaio na mesa juntamente com a de um ser humano.

– Seu código genético permanece imutável, e a sua carga energética esta dobrando a cada duas horas, em poucos dias estará fora de nosso controle. Talvez se utilizarmos o novo composto em alguns dias surgirá melhores resultados. – A indaga, ainda apreensiva pela visita do tão temido DK.

– Devemos eliminá-lo agora. – Grita o Dr. Gray, totalmente descontrolado– inicie os procedimentos necessários, vou trazê-lo até aqui.

Ele sai da mesma forma que entrou só que agora com uma idéia fixa na mente, a eliminação de Luke. Após todos esses anos, todas as pesquisas, todos os testes e os milhões de reais gastos neste estudo seus avanços se mostraram ineficientes. Todos esses anos o doutor foi laureado com prêmios com seus estudos relacionados às espécies terrestres, nunca conseguiu ir além das espécies do planeta Terra e Luke é uma exceção.

Ele vai à busca de Luke que esta brincando no jardim, um dos militares o informa em que parte do jardim ele está.

Do outro lado da parede, Fumaça havia escutado toda a conversa e saiu em disparada na localização de um duto de ar que caiba Luke na fuga do laboratório. Ele sabe dos planos dos doutores e que Luke terá pouco tempo para tentar escapar. Ele precisa garantir a fuga de Luke só que até então apenas ele usava as passagens da casamata. Contudo ele lembra-se de alguns lugares que poderão servir.

Esgueirando-se pelas frestas das paredes ele salta de vão em vão até se deparar com uma das saídas que havia recordado. Ele observa o vão de entrada de ar do laboratório e compara mentalmente com a circunferência necessária para que Luke passe por ali. Infelizmente a abertura é muito pequena. Ele se irrita e com as patinhas soca a sua cabeça e dá saltos no ar, mais que depressa ele começa a analisar outra passagem.  Novamente ele faz um comparativo em relação ao tamanho necessário e verifica que esta é ideal. Tendo conseguido encontrar a passagem certa ele vai até onde Luke está.

Ele entra em um buraco localizado entre dois corredores e passa sem ser notado por um militar que monta guarda em pé na frente da porta do laboratório onde Luke está. Rastejando pela parede e se esquivando de um cano de água ele chega até sala.

Ao observar a entrada da casa Luke percebe que o Dr. Gray está vindo rapidamente. Ele aparenta estar muito zangado. Aproximando-se de Luke, Dr. Gray o pega pelo braço e o conduz para dentro da casa até o laboratório.

Chegando lá a Dra. Gray prepara a mesa de operação e o coloca preso a mesa por dispositivos de alças de metal que prende os pulsos e tornozelos de Luke, o deixando imóvel. A mesa de operação é rotacionada e abaixada ao nível da cintura do Dr. Gray, que injeta a substancia na veia do braço esquerdo de Luke que responde com um grunhido e adormece em seguida.

Neste instante o telefone toca.

A Dra. Gray atende do outro lado da ligação o General a convoca e ao seu marido para uma reunião de emergência. A presença dos doutores Grays é imprescindível. A doutora informa o procedimento que estão adotando, mas são advertidos para se dirigirem ao quartel general imediatamente abandonem o que estão fazendo. Algo muito maior havia acontecido e Luke neste momento não era a prioridade.

Ela desliga o telefone e informa o Dr. Gray a respeito. Ele discorda totalmente da posição do General e questiona a doutora a respeito do fato que pede tanta urgência. Ela acena que não sabe com a cabeça.  Mas como eles bem sabem o General nunca os interrompem sem um grande motivo. Ambos saem deixando Luke adormecido e preso na mesa de operações.

Antes de sair o Dr. Gray dá uma ordem ao soldado que faz vigia a porta do laboratório. – Não permita a saída de ninguém desta sala. – O soldado entende e com o um abaixar de cabeça confirma a ordem do doutor.

Eles saem rapidamente até a direção do carro que os aguarda, o militar responsável por este veículo abre a porta para os doutores.  O carro sai em disparada para o quartel general, no caminho todos permanecem em silencio, mas em sua mente o Dr. Tenta imaginar o motivo para a urgência. Ele recorda da operação que esta em andamento e tenta associá-la com Luke, mas não encontra nenhuma lógica nisto.

JJ Sobrinho

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Publicado por em outubro 14, 2011 em Ebook

 

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O Paradoxo Oposto


 
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Publicado por em setembro 7, 2011 em agharta;, Ebook, Livros

 

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Você sabe qual o verdadeiro siginificado do número 1046?


Triologia Luke Kaitos
Você sabe qual o verdadeiro siginificado do número 1046? O número remete a uma soma matémática muito simples: 1+0+4+6= 11. O mais importante é o real significado do número 11 que ao contrário do que é dito este número não representa a besta mas sim um código binário de computador onde 1 representa uma posição e 0 outra oposta a esta.

   No no caso “Está tudo conectado” o número 11 representa que estamos todos do mesmo lado, que somos todos a mesma coisa e que estamos todos conectados e apenas separados pelo Véu de Maia que nada mais é o do que o esquecimento de que fomos e de quem somos.

leia mais…

 
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Publicado por em setembro 2, 2011 em agharta;, Ebook, Livros

 

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Livro I – Luke Kaitos e os Cristais de OZ


CAPÍTULO UM

O Grande Segredo

Um velho relógio na parede marca vinte horas no laboratório construído logo abaixo do centro europeu de pesquisas nucleares que fica localizado próximo a fronteira da França com a Suíça e Genebra. Lá dois homens analisam um manuscrito de capa de madeira revestido em couro com armações metálicas que está em cima da mesa central do laboratório. Este manuscrito remete ao século treze, foi escrito por um escriba num monastério beneditino, na região da Boêmia, na atual República Tcheca. O documento passou a ser chamado de Bíblia do Diabo devido às ilustrações contidas em seu interior. É o maior manuscrito medieval do mundo, tendo sido considerado, a oitava maravilha, devido ao seu impressionante tamanho  e ainda hoje é considerado o maior livro do mundo.

Ambos são cientistas do governo, eles vestem roupas brancas e impecavelmente limpas, um deles se destaca por seu grande bigode que remete a um Barão da época colonial do Brasil ou até mesmo ao filósofo grego Sócrates, feio, com nariz achatado, olhos esbugalhados, uma calva enorme, rosto pequeno, estômago saliente e uma longa barba crespa. Ele aparenta ter uma idade avançada o que o torna muito confiável na área científica ou pelo menos deveria torná-lo uma vez que pessoas mais velhas inspiram confiança, não tome isto como uma regra geral. Com um ar de superioridade e ao mesmo tempo autoconfiança ele demonstra sabedoria e conhecimento, pode-se ver claramente em seus olhos brilhantes que é um homem muito inteligente. Ele veste luvas cirúrgicas enquanto folheia o livro.

O outro é muito mais jovem, de barba feita e com a pele do rosto como a de um grande bebê, expressa grande apreciação pelo seu mestre sendo um fiel aprendiz. Já ouviu falar muito a respeito do Dr. Clarke, que é responsável pela descoberta da partícula de Deus ou na linguagem científica o “bóson de Higgs”, que em termos claros é uma partícula elementar escalar maciça que valida o modelo padrão atual de partícula. Representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as partículas conhecidas são divididas em duas classes: férmions “partículas com spin da metade de um número ímpar e bósons, partículas com spin inteiro”. Simples, não? Seu sonho de infância é um dia poder unificar as forças da gravitação com o eletromagnetismo e as forças nuclear forte e fraca em uma única teoria, a Teoria de Tudo.

Eles procuram por mensagens cifradas neste manuscrito, que foi a condenação de um homem devido aos seus pecados praticados contra o monastério beneditino de Podlažice. Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus ou algum outro Santo das causas perdidas, mas ao querubim banido, Satanás, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. O cramunhão concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.

Apesar da lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e é analisado por muitos estudiosos  e cientistas ao longo dos tempos, mesmo desconsiderando a existência de Deus ou do Diabo no meio científico, ele permanece como um objeto de estudo muito valioso.

O Dr. Clarke fita os olhos na figura do demônio desenhado em uma folha inteira na página 290 e tem uma visão aterrorizante, um presságio que o perturba profundamente. Ele começa a balbuciar fragmentos de palavras que são incompreensíveis para o seu ajudante que sem compreender uma palavra sequer tenta de alguma forma o ajudar. O rapaz fica petrificado e entre uma ação e a total inércia espanta-se cada vez mais com a feição do mestre que se alterna de temor para uma figura total horror.

– O que aconteceu, mestre? – Pergunta ele, sem nenhuma resposta aparente, apenas alguns grunhidos são ouvidos. O jovem aprendiz abre uma gaveta ao lado da estante com tubos de ensaio, bicos de Bunsen, bequers, erlenmeyes e todo o tipo de material de um laboratório químico. Finalmente retira uma seringa e pega um frasco com um líquido com a mistura de haloperidol com o lorazepam na proporção de 1mg de lorazepan para cada 5mg de haloperidol  e o aplica no Doutor.

Ele está pálido e cambaleando, percebe que algo lhe foi aplicado no braço esquerdo e então o esfrega para aliviar a ardência. Aos poucos começa a recobrar a lucidez e lembra-se que vislumbrou o surgimento de um de uma nova civilização e a extinção completa desta em um holograma que se projetou do livro até o teto da sala formando uma imagem que o deixou muito transtornado. Neste holograma ele viu a chegada de um feixe de luz brilhando no céu da noite como um feixe de raios gama e a sua luz envolveu toda a superfície da Terra. Nesse instante todas as pessoas, carros e objetos, tudo que esta sobre o planeta se eleva até o momento de uma grande explosão, jogando no espaço sideral os fragmentos da Terra consumida por esta gigantesca energia, vinda do centro de nossa galáxia.

Recuperado do delírio o doutor volta-se para o seu aprendiz e esbraveja:

– Temos que avisar o General! – Responde ele, no instante em que fecha o livro que é deixado para traz.

Imediatamente ambos saem da sala e vão em direção a um corredor com centenas de portas, este corredor longuíssimo os conduz para uma terceira porta que os leva a outro corredor e este a um grande salão oval com dezenas de monitores que gravam 24 horas por dia todas as câmeras de segurança no mundo. Não importa em qual parte do planeta esteja se neste local houver uma câmera eles saberão onde você está.

Logo na entrada do escritório do General são abordados por dois soldados que montam guarda no local, o Dr. Clarke levanta a mão esquerda e com os dedos chifrados acena para os soldados que imediatamente lhe dão passagem. Este símbolo representa a união e o cumprimento da agenda reptiliana. Os soldados o identificam de imediato e sem hesitar permitem que o Dr. Clarke e o aprendiz, Dylan tenham acesso ao General.

A porta do escritório está entreaberta e eles podem ver o General sentado em sua mesa entre duas luminárias rústicas que estão acima de sua cabeça e realçam um quadro com a pintura de um dragão alado. Este dragão tem aparentemente três metros de altura e suas asas brancas e felpudas, uma envergadura de seis metros supõem o Dr. Clark, é realmente um belíssimo quadro se não fosse à figura assustadora que ele retrata.

O General veste os trajes típicos e em seu peito há uma porção de horárias de guerra que parecem mais um mosaico colorido, com um semblante de preocupação o General os encara enquanto os dois ficam perfilados sem sua frente. Ambos batem o calcanhar e novamente acenam com os dedos chifrados em sinal de continência para o General que retribui com o mesmo sinal.

– O que vocês querem? – Indaga grosseiramente o General com um evidente sotaque alemão enquanto apara um charuto com cortador de metal. O jovem rapaz imagina seu dedo no lugar do charuto enquanto ele é cortado e engole a saliva em seco.

Um olha para o outro neste momento, há um grande temor a respeita da reação do General, todos sabem o quanto ele é tirano. Quando jovem acompanhava seus superiores nas sessões de tortura que levavam até dez horas para acabar e muitas vezes o interrogado morria antes mesmo de confessar alguma coisa. Ele aprimorou um antigo método de tortura conhecido como “A cadeira do Dragão”, os presos sentavam nus numa cadeira  revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo, hoje a conhecemos como a cadeira elétrica, este método reduziu imensamente o tempo para se conseguir uma confissão. Mesmo temeroso o Dr. Clarke começa a falar:

– General. – Queremos comunicar que o Códice Giga está manifestando os acontecimentos que estão por vir, creio que temos pouco tempo até a sua realização, os fatos escondidos em suas páginas estão se manifestando e creio que a pior esta por vir.

O General hesita por um instante, ele traga o seu charuto e exala uma fumaça com a forma de um grande cogumelo e então solta uma gargalhada que ecoa por todo o salão. O Dr. Clarke e seu ajudante contraem-se em repúdio e medo. O General levanta-se e admira a pintura na parede, com os punhos cerrados ele dá um soco na mesa derrubando um globo gigante da Terra. O globo cai ao chão e se espatifa em dezenas de pequenos pedaços. Pode-se notar que seu interior estava oco devido à quantidade de pedaços finos e pelo pequeno volume de fragmentos que deixou.

Ainda enfurecido o General esbraveja:

– Comunique imediatamente os malditos Cinzentos para que procedam com o Programa de Reinicializarão. Façam isso agora! – Grita o General, enquanto seus olhos esbugalhados parecem que vão saltar do rosto.

Sabendo da gravidade do Programa de Reinicializarão e temendo a reação do General em caso de recusa o Dr. Clarke hesita por alguns segundos, mas com a cabeça ele acena em concordância atendendo a ordem direta do General.

– Imediatamente General! – Responde ele ao sacar do bolso um estranho aparelho eletrônico com um botão verde que o aperta prontamente. Parece um simples apertar de botão, mas as consequências deste ato irão mudar o rumo da civilização.

Em outro lugar na Terra, uma luz vermelha pisca no painel central de um monitor localizado em uma sala gigantesca com dezenas de outros monitores, uma figura de tom cinza escuro com olhos grandes e negros com a estatura mediana a de um homem se aproxima e aciona um mecanismo que faz surgir uma formação de cristais que então começa a reluzir uma luz azul intensa. Essa figura entranha, com a pele cinza, sem emoções e cheirando a enxofre é responsável pela programação do “Projeto Vida”. Tudo que existe na face da Terra e fora dela é cuidadosamente construído nesse complexo. Nada entra em operação sem a aprovação dele.

Na tela de vidro projetada na parede ele visualiza o que para nós pode ser interpretado como as ultimas civilizações humanas utilizadas no Projeto Terra. Digo isto por que para ele esta não seria um humano mais sim híbrido meio humano meio macaco. Então verifica as suas possíveis falhas ocorridas em cada uma das civilizações.

Na primeira civilização humana houve muita valorização da perfeição e esta foi à causa de seu colapso, a humanidade é imperfeita e a sua perfeição não é natural. Nela as pessoas viviam em plena harmonia e sem doenças. Não havia guerras nem conflitos o dinheiro não era necessário tampouco trabalhar para obtê-lo. Mas havia um grande problema.

Nas palavras de Deus, “Eu sou o Ômega e o Alfa”, o bem e o mal, o certo e o errado, o homem e a mulher, o aqui e o ali, tudo o que é e tudo o que não é.

Com a falta do oposto, o ódio, as guerras, a tristeza, a fome, a dor…

A lista de opostos ao amor é imensa, mas sem a existência do oposto a humanidade não poderia experimentar a si mesmo e então fracassou e não progrediu além do estágio em que estava. Seguindo a lógica universal “tudo o que não evolui, morre”. E assim foi feito.

As demais civilizações competiram entre si até o colapso atômico nuclear. Elas dominaram a tecnologia dos cristais, mas não a utilizaram para o bem. A utilização dos cristais resultou na total aniquilação da maior civilização humana em termos de ciência e tecnologia que já existiu na face da Terra. Esta civilização utilizou os cristais para criar a antimatéria que transformou a superfície da Terra em deserto e jogou a sua cidade no fundo do oceano devido ao descongelamento do gelo dos polos Norte e Sul.

Finalmente ele analisa a civilização atual e verifica que a total inércia da humanidade na perda dos valores universais e que a separação e a segregação criou conflitos internos nas pessoas. A cultura do medo e a violência operam na Terra a partir da quarta dimensão baixa resultando na total divisão da consciência terrestre que embora estivesse na agenda reptiliana não atende mais ao desejo do grande criador do cosmo.

Então, lentamente o homenzinho cinzento de olhos escuros se move para outro painel e checa o posicionamento do Sistema Solar com referência ao centro da Via Láctea, o computador lhe informa a data da próxima reinicializarão da humanidade. No painel é mostrada a data de vinte e um do mês de dezembro do ano de dois mil e doze, faltam nove dias até esta data.

CAPÍTULO DOIS

A Casamata

     No coração da Amazônia logo acima da maior Crosta de Cristais maciço do Mundo, está localizado o laboratório dos doutores Gray, os Grays são cientistas do governo que trabalham com experimentos de clonagem humana e fusão de híbridos de todas as espécies.  Eles não são brasileiros e muito menos humanos embora pareçam com um. Eles foram recrutados por suas habilidades em genética e química. O laboratório fica em uma das salas da Casamata.

O motivo para a escolha deste local é o total isolamento necessário para as pesquisas realizadas e pelo fato de estar localizado em uma das entradas subterrâneas para Shamballah capital de Agharta onde vive o Rei do Mundo. O povo local desconhece completamente a existências das entradas e apenas alguns indígenas ainda as protegem.

O laboratório é de alta segurança e vigiado por militares 24 horas por dia, apenas os doutores Grays tem autorização para morar e trabalhar no local, todos os demais são apenas visitantes como autoridades mundiais e outro cientistas que pontualmente aparecem para discutir algumas das pesquisas e o progresso de suas experiências.

O Doutor Gray é um homem alto e corpulento com olhos negros como a noite, de poucos amigos e fala contida, ele passa a maior parte do tempo com seus estudos trancado em seu laboratório onde realiza um mapeamento genético de um organismo híbrido humanóides. Seus experimentos não publicados nas maiores revistas científicas do mundo e de certo modo é uma celebridade mundial.

Sua esposa a Doutora Gray é uma mulher de extrema beleza e de um olhar hipnotizante. Ela poderia ser uma modelo de catálogo de roupas ou coisas do tipo, mas suas funções estão relacionadas à análise das recombinações genéticas realizadas com híbridos de pequenos animais, ela também é responsável pela supervisão de Luke Kaitos.

Luke é um garoto tímido e reservado, mas muito inteligente, ele gosta muito de livros e lê tudo que cai em suas mãos, seja um livro científico de poemas ou história, de botânica a física quântica ele devora os livros. O que é muito válido já que o laboratório possui uma biblioteca extensa de títulos de todos os autores do mundo.

Quando não está lendo ele gosta de passar o maior tempo possível envolto a natureza do jardim com seu amigo, o Fumaça. Fumaça é um furão doméstico muito agitado e divertido, ele chama-se fumaça por dois motivos: O primeiro é que o Fumaça conhece todas as entradas secretas da casamata, ele entra e sai de qualquer lugar pelas suas passagens que o levam de um cômodo a outro. A segunda é que ele solta pum o tempo todo.

Luke nasceu e foi criado até os três anos “terrestres”, em um planeta chamado Alpha Bootis conhecida como Arcturus é a estrela mais brilhante da constelação de Boötes. Ela é a terceira estrela mais brilhante no céu. Apesar de não ser humano Luke veio ao planeta Terra com seus pais há muito tempo atrás. Como todos os outros humanos, Luke não se lembra que é.

Seus pais foram capturados e ele foi levado e aprisionado nesta casamata onde desde então tem vivido no cativeiro e é monitorado pelos doutores Grays que realizam pesquisas e estudos com o seu código genético.

Os problemas começam quando o Dr. Gray recebe em seu laboratório uma visita inesperada, um senhor alto de cabelos brancos e de pele escamosa com a feição de um lagarto albino, com olhos negros, muito mal-humorado, chamado DK.

Ninguém jamais ousou perguntar pelo significado de DK, mas seu nome é muito temido por toda a comunidade científica e pelo governo americano. Existem boatos que ele é considerado o Arquiteto do Mundo, mas ninguém confirma a história. Quando ele aparece é porque todos os outros recursos já foram utilizados e falharam.

Ele adentra o local e vai até o laboratório do Dr. Gray onde permanece por algumas horas. Todos os militares ficam alvoroçados e redobram a segurança. Um helicóptero decola e passa a vigiar os céus, a torre de controle emite uma ordem para que o espaço aéreo seja fechado o que é feito em seguida pelas autoridades locais. A visita deste homem meio lagarto muda a rotina do laboratório. Quando finalmente sai ele simplesmente evapora no ar, deixando um círculo de luz que vai se apagando ao poucos até finalmente sumir de vez.

O Dr. Gray sai do laboratório minutos depois deste homem estranho ter desaparecido no ar, o Dr. Gray está ofegante e muito nervoso, ele caminha rapidamente e vai até a sala onde esta a Dra. Gray. Ela está sentada manipulando um tubo de ensaio enquanto faz anotações em um prontuário, seu cabelo cobre um de seus olhos e seu rosto brilha em decorrência da luz que sai do microscópio.

– Nosso tempo acabou, temos que eliminar o garoto. – Diz ele, enquanto retira de uma maleta de primeiros socorros um frasco com um estranho líquido de cor avermelhada e com uma seringa ele extrai esta substância.

– Após todos esses anos, não fui capaz de neutralizar o seu poder. – Comenta a Dra. Gray ao comparar o ADN de Luke que este em um tubo de ensaio na mesa juntamente com a de um ser humano.

– Seu código genético permanece imutável, e a sua carga energética esta dobrando a cada duas horas, em poucos dias estará fora de nosso controle. Talvez se utilizarmos o novo composto em alguns dias surgirá melhores resultados. – A indaga, ainda apreensiva pela visita do tão temido DK.

– Devemos eliminá-lo agora. – Grita o Dr. Gray, totalmente descontrolado– inicie os procedimentos necessários, vou trazê-lo até aqui.

Ele sai da mesma forma que entrou só que agora com uma idéia fixa na mente, a eliminação de Luke. Após todos esses anos, todas as pesquisas, todos os testes e os milhões de reais gastos neste estudo seus avanços se mostraram ineficientes. Todos esses anos o doutor foi laureado com prêmios com seus estudos relacionados às espécies terrestres, nunca conseguiu ir além das espécies do planeta Terra e Luke é uma exceção.

Ele sai em busca de Luke que esta brincando no jardim, um dos militares o informa em que parte do jardim ele está.

Do outro lado da parede, Fumaça havia escutado toda a conversa e saiu em disparada na localização de um duto de ar que caiba Luke na fuga do laboratório. Ele sabe dos planos dos doutores e que Luke terá pouco tempo para tentar escapar. Ele precisa garantir a fuga de Luke só que até então apenas ele usava as passagens da casamata. Contudo ele lembra-se de alguns lugares que poderão servir.

Esgueirando-se pelas frestas das paredes ele salta de vão em vão até se deparar com uma das saídas que havia recordado. Ele observa o vão de entrada de ar do laboratório e compara mentalmente com a circunferência necessária para que Luke passe por ali. Infelizmente a abertura é muito pequena. Ele se irrita e com as patinhas soca a sua cabeça e dá saltos no ar, mais que depressa ele começa a analisar outra passagem.  Novamente ele faz um comparativo em relação ao tamanho necessário e verifica que esta é ideal. Tendo conseguido encontrar a passagem certa ele vai até onde Luke está.

Ele entra em um buraco localizado entre dois corredores e passa sem ser notado por um militar que monta guarda em pé na frente da porta do laboratório onde Luke está. Rastejando pela parede e se esquivando de um cano de água ele chega até sala.

Inconsciente, Luke esta com os braços e pernas atadas a uma mesa de operações, Fumaça começa a analisar o local e verificar como pode soltar ele. Os doutores estão no local então ele decide esperar até que eles saiam da sala para então agir.

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Publicado por em agosto 31, 2011 em agharta;, Ebook, Livros

 

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